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ESPORTES
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013, 20h:34

Gobbi não acredita em punição

A ameaça até de exclusão da Copa Libertadores da América, como punição pelo incidente que provocou a morte de um torcedor do San José na noite de quarta-feira, não assusta Mário Gobbi. O presidente do Corinthians usou os conhecimentos adquiridos como delegado para rejeitar a hipótese de o clube ser esportivamente penalizado pela tragédia. “Não estou falando como dirigente, mas como um profissional do Direito. Não cabe uma pena dessas ao Corinthians. Aprendi no Direito que o crime não vai além da pessoa que o cometeu. Qual foi a conduta errada que o Corinthians praticou, sendo que não se sabe nem se houve dolo? Se não existiu dolo, foi um acidente. E acidentes acontecem”, disse. Mesmo que seja comprovada a intenção de matar de quem disparou um sinalizador na direção de Kevin Beltrán Espada, o garoto de 14 anos que faleceu no Estádio Jesús Bermúdez, Gobbi é contrário à punição ao Corinthians. “Se houve dolo, poderia se aplicar a figura da responsabilidade objetiva. Por exemplo: um pai é responsável por um crime que seu filho de cinco anos tenha cometido. Sou contra, por princípio”, declarou. O presidente ainda garantiu que o seu posicionamento não se trata de uma mera postura defensiva. Mário Gobbi realmente não crê em qualquer punição ao Corinthians. “Não dá para punir um clube, seja qual for, por algo que ele não deu causa. Por causa de uma fatalidade, cometeríamos outra fatalidade”, argumentou. Gobbi só se mostrou favorável a uma medida: “Se os fogos de artifício podem gerar esse tipo de coisa, deveriam ser proibidos nos estádios. Algo não está batendo. Mas não vamos concluir nada prematuramente. Tenho certeza de que as autoridades da Bolívia são plenamente preparadas para apurar o caso”.

Edição EDIÇÃO 16962




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