O meia Cléber Santana garantiu que o novo atraso nos salários não vai atrapalhar o time na partida contra o rival mineiro. No Bota, Seedorf reclama cansaço
Mais uma vez o Flamengo deixou o salário dos jogadores do time principal atrasar. O pagamento devia ter ocorrido no último dia 25, mas o depósito não foi feito na conta dos atletas. Comissão técnica e a direção do clube pediu prazo até quarta-feira, dia do confronto com o Atlético-MG pelo Campeonato Brasileiro, para saldar a dívida. Curiosamente, é a data de reencontro com Ronaldinho Gaúcho, que deixou a equipe nesta temporada porque alegou que não estava recebendo os salários em dia - o atleta cobra R$ 40 milhões do time na Justiça. O meia Cléber Santana garantiu que o novo atraso nos salários não vai atrapalhar o time na partida contra o rival mineiro. O jogador inclusive afirma que os seus companheiros de elenco já estão acostumados com a situação e quando o tempo sem receber é curto não há problema. "Não atrapalha o elenco. O esquema do salário já é bem explicado. A gente recebe no dia 25 de forma diferente dos demais profissionais do clube. Se atrasar quatro, cinco, 10 dias é normal. Pelo que vejo está em dia os salários e não atrapalha em nada", disse o jogador. BOTAFOGO Depois de sofrer lesão muscular na coxa direita durante a vitória do Botafogo por 4 a 0 contra o Atlético-GO, no sábado, Seedorf lembrou em entrevista que vinha jogando há muito tempo sem descanso e que era preciso considerar esse fator. A recordação do atleta tem fundamento: a temporada 2011/2012, iniciada pelo Milan em agosto do ano passado, é a mais puxada para o meia em uma década. São 51 jogos neste período. A maratona de partidas mais próxima que Seedorf já tinha encarado havia sido na temporada 2005/2006, quando participou de 47 confrontos com a camisa do Milan. Vale destacar que Seedorf, de 36 anos, precisou voltar de breve férias na metade da temporada brasileira, com os demais jogadores com maior tempo de preparação. Apesar das barreiras, o camisa 10 batalha e não perde tempo. Anteontem, enquanto todo o elenco ficou de folga, ele esteve na sede de General Severiano somente para passar por sessões de gelo no local da lesão. Esse tipo de tratamento já havia sido iniciado ainda no vestiário do Engenhão, no jogo do último sábado. O médico do Botafogo, Victor Baitelli, explicou que novos passos no tratamento dependem do resultado do exame de imagem que será feito nesta segunda-feira: "somente com a ressonância poderemos traçar um prognóstico do trabalho de recuperação dele".