CBF queria o treinador para dirigir a equipe até a Copa do Mundo de 2014, mas Scolari optou em continuar na Europa
O técnico da Seleção Portuguesa, Luiz Felipe Scolari, recusou um convite do presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, para comandar novamente a seleção brasileira, informaram ontem a CBF e um representante do treinador. A assessoria de Felipão informou que o técnico decidiu junto com a família permanecer na Europa. Ele renovou seu contrato com a Federação Portuguesa de Futebol por mais dois anos. O convite para voltar ao Brasil teria partido diretamente de Teixeira, que conversou por telefone com Scolari no final da Copa do Mundo da Alemanha, que terminou no dia 9 de julho. Ele abriu mão da seleção brasileira para permanecer no comando da seleção portuguesa, afirmou o assessor de imprensa de Scolari, Acaz Fellegger, acrescentando que o dirigente teria proposto um encontro pessoal com o treinador. Mas o Felipão disse a ele (Teixeira) que já havia conversado com a família e que se a viagem a Portugal fosse por causa da seleção, ele nem precisava ir, afirmou. O porta-voz da CBF, Rodrigo Paiva, confirmou: Foi uma conversa, uma sondagem, afinal ele é um técnico campeão do mundo com a seleção brasileira. Apesar da intenção de contratar Scolari, a CBF garante que ainda não está decidida pela saída do atual treinador, Carlos Alberto Parreira, de acordo com Paiva. O anúncio da permanência de Parreira ou do novo técnico deve acontecer na próxima semana. Felipão levou Portugal ao quarto lugar na Copa do Mundo da Alemanha. O time terminou em primeiro lugar no Grupo D do Mundial e passou por Holanda e Inglaterra na fase eliminatória, antes de perder para a França na semifinal. O treinador também conduziu o Brasil ao pentacampeonato da Copa do Mundo em 2002, com sete vitórias em sete partidas, e era uma aposta da CBF para substituir Parreira após o fracasso do Brasil no Mundial da Alemanha, quando o time perdeu para os franceses nas quartas-de-final.