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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010, 19h:08

Felipão joga pressão para o lado corintiano

PAULO GALDIERI
Da Agência Estado - São Paulo, SP
A tranquilidade das palavras de Luiz Felipe Scolari na entrevista de ontem não combinavam com a proximidade do clássico com o Corinthians. Sereno, o treinador não quis levantar nenhuma expectativa além das normais do Palmeiras para um jogo comum no Brasileirão - apesar de o confronto de domingo, contra o arquirrival, não ter nada de comum, como todos sabem. A atitude do treinador palmeirense foi mais uma no sentido de jogar a pressão pela vitória para o outro lado. "Este é um jogo em que se ganha três pontos. E três pontos valem todos os jogos. Não tem nada de diferente, portanto. O Palmeiras não é inferior a ninguém, mas na tabela o Corinthians está lá em cima e nós estamos no meio", disse Felipão. Felipão chegou a comparar os momentos dos dois clubes na temporada - o Palmeiras mantém uma invencibilidade de oito jogos, enquanto o Corinthians não consegue uma vitória há sete partidas. Mesmo assim, conseguiu achar um Corinthians mais inteiro e forte para o clássico. Outro ponto utilizado pelo treinador para justificar o discurso de que a obrigação de vencer o duelo é muito mais do Corinthians que do seu time é o fato de o Palmeiras ter a Copa Sul-Americana como seu objetivo do semestre. Felipão não chegou ao ponto de dizer que poderia poupar atletas no clássico, mas enfatizou que sua atenção e todos os sacrifícios que eventualmente pedirá a seus jogadores serão apenas na Copa Sul-Americana, na qual disputa as quartas de final a partir de quarta-feira. "Nós estamos num outro foco. Na quarta-feira vou passar uma coisa diferente para os meus jogadores porque é decisão contra o Atlético-MG. E no clássico não é decisão. Se fosse um jogo em que precisaríamos ganhar para classificar, ou algo assim, aí sim poderia ser diferente. Mas não é", disse o treinador. "Para mim, não muda nada vencer o clássico. Para o torcedor muda tudo, mas eu vou fazer o que for melhor para nós de acordo com o que temos planejado."

Edição EDIÇÃO 16961




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