ESPORTES
Quarta-feira, 11 de Junho de 2014, 21h:55
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CHEGOU A HORA
Felipão avisa que agora é buscar o título
BERNARDO ITRI, MARCEL RIZZO E SÉRGIO RANGEL
Da Folhapress São Paulo, SP
Luiz Felipe Scolari abriu a entrevista coletiva agradecendo o apoio dos torcedores e de autoridades. Antes de iniciar o treino de reconhecimento do Itaquerão, Felipão disse que "chegou a hora". "Gostaria de agradecer em nome da comissão técnica à presidente Dilma, que nos enviou uma mensagem, ao senador Aécio Neves, que nos ligou. Aos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, ao ministro Gilmar Mendes, entre outros, e aos milhares de torcedores que mandaram mensagens, cartas. Sem contar os que estão todos os dias na Granja Comary e por onde passamos. Chegou a hora! E vamos todos juntos, é o nosso Mundial", disse o treinador. Nesta tarde, a seleção fez um treino recreativo no Itaquerão. Os jogadores de linha foram proibidos de ficar no gol. A proibição do técnico é uma tentativa de evitar um drama semelhante ao de Emerson em 2002. Então capitão da equipe, o ex-gremista foi cortado do Mundial um dia antes da estreia da seleção. No treino de reconhecimento do estádio de Ulsan, na Coreia, ele sofreu uma luxação no ombro direito brincando de goleiro no rachão. Para evitar um novo corte na véspera da Copa, Luiz Felipe Scolari proibiu os jogadores de linha de atuarem de goleiro nos treinos para a Copa do Mundo. Após mortes, técnico diz que é nos jogadores que acha forças SÃO PAULO, SP - Em pouco mais de duas semanas, a família do técnico Luiz Felipe Scolari conviveu com duas mortes. No dia 27 de maio, um dia após a seleção se apresentar no Rio para começar a se preparar à Copa, morreu o cunhado do treinador Nei Canabarro Maia, marido de sua irmã Cleonice. Felipão se ausentou de Teresópolis no dia seguinte para acompanhar o enterro no Rio Grande do Sul. Já na última terça, quando a seleção foi para São Paulo, Felipão soube da morte do sobrinho Tarcísio João Schneider, em um acidente de carro. Tarcísio era irmão de Darlan Schneider, preparador físico que trabalhou alguns anos com Felipão. "Onde encontro forças? Nesse grupo, nesses jogadores que treinam diariamente e dão o seu melhor. A vida segue. Temos que fazer o que temos que fazer, e a vida segue", disse o treinador. Os jogadores devem dedicar a vitória nesta quinta-feira, caso aconteça, ao treinador, que esteve muito triste na terça-feira ao receber a notícia. Quem o avisou, antes do treino realizado em Teresópolis, foi seu auxiliar Flávio Teixeira, o Murtosa. O técnico só deve visitar a família na próxima folga, dia 18, após enfrentar o México em Fortaleza.