ESPORTES
Quarta-feira, 21 de Julho de 2010, 23h:16
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COPA DE 2014
Estádio do Corinthians ganha força
Sem outra opção, Itaquera, na zona lste paulistana, poderá ser o palco da abertura da competição com o jogo inaugural
WAGNER VILARON
Da Agência Estado - São Paulo, SP
O estádio do Corinthians, sonho da torcida e que se transformou em motivo de chacota nas últimas décadas por movimentar apenas o mercado de maquetes, ganhou força na corrida para ser o palco de São Paulo na Copa do Mundo de 2014. O clube conquistou um forte aliado para o projeto: o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva que, entre outras atribuições, também atua como conselheiro vitalício do time alvinegro. Lula e o presidente corintiano, Andrés Sanchez, mantiveram alguns encontros nesse ano. O último deles aconteceu há exatamente uma semana. Na pauta da reunião, além de algumas cornetadas na seleção brasileira que fracassou na Copa do Mundo da África do Sul e da campanha do Corinthians no Campeonato Brasileiro, esteve a discussão sobre a nova arena. Lula se comprometeu a ajudar seu clube do coração na articulação política necessária para a concretização do negócio. Alguns integrantes da diretoria corintiana que defendem a utilização do novo estádio na Copa do Mundo de 2014 ficaram animados com o resultado do encontro que reuniu ontem, no Palácio dos Bandeirantes, o governador Alberto Goldman (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Para esse grupo, ficou no ar a intenção de se investir na construção de um novo estádio. Como a hipótese de duas arenas subirem ao mesmo tempo, ganharia força a participação do Corinthians. PORTAS FECHADAS - Após duas horas de reunião, os três evitaram responder perguntas, mas fizeram questão de destacar que trabalharão em conjunto para trazer para a cidade a abertura do Mundial. "Tivemos um conversa e saímos imbuídos de que faremos o máximo possível para que a abertura seja em São Paulo", afirmou Teixeira, que não quis dar mais detalhes sobre o que foi debatido. "Não se falou sobre estádio e dentro das próximas semanas vamos tentar achar uma solução". Se nos bastidores o clima era tumultuado, pelo menos na saída o discurso parecia bem ensaiado. "Concordamos trabalhar nas próximas semanas para que se viabilize a abertura. Vamos fazer um esforço nessa direção, mas hoje não colocamos nenhuma opção", reforçou Goldman. Kassab, por sua vez, voltou a bater na tecla de que a prefeitura não investirá recursos públicos na construção de arenas.