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ESPORTES
Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009, 22h:40

VIOLÊNCIA

Empresa não está regularizada na PF

EVANDRO FADEL
Da Agência Estado – Curitiba, PR
A Defenser Vigilância e Serviços, empresa que cedeu os seguranças utilizados pelo Coritiba na partida contra o Fluminense, que terminou em pancadaria com a invasão de campo por torcedores, não está autorizada pela Polícia Federal para prestar esse tipo de serviço. O clube paranaense, em uma nota oficial divulgada ontem, disse que tinha conhecimento da situação. A Delegacia de Segurança Privada da PF deve lavrar auto de encerramento das atividades não autorizadas da empresa, enquanto o clube será notificado sobre a ilegalidade de contratar a Defenser. "Estava assistindo ao jogo em casa e, pelas imagens, já observei falhas", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Paraná (Sindesp), Jéferson Furlan Nazário. No dia seguinte, após receber telefonemas confirmando que a empresa era irregular, ele fez a notificação à PF. "Não se pode ver só o preço na hora da contratação", destacou Jéferson Furlan Nazário. Segundo ele, uma empresa regularizada faria um plano de segurança, com rotas de fuga e uma série de quesitos para evitar que os torcedores "mais inflamados" invadissem o campo. O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, garantiu que, se seguranças habilitados e com registro profissional estivessem trabalhando, o problema teria sido bem menor. "Pegaram pessoas aleatórias na rua", criticou ele. Uma delas é o pedreiro H., de 42 anos, várias vezes convidado por colegas para esse tipo de trabalho. "Eu tenho um porte de segurança", afirmou. Mas nenhuma técnica. "A orientação era para fazer a segurança preventiva, se houvesse alguma aglomeração, algum ´fervo´, era para ir lá e acabar com aquilo", declarou. Vestido com um terno preto, o pedreiro estava postado na área próxima de onde os torcedores do Coritiba invadiram o gramado do Estádio Couto Pereira. "Na hora ainda tentei acalmar, mas vieram uns 30 para o meu lado", disse ele. "A gente foi instruído, então, para cair fora e deixar a polícia segurar. Fiquei com muito medo e virei um 'risco'. O resto fui ver em casa."

Edição EDIÇÃO 16962




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