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Quinta-feira, 03 de Fevereiro de 2011, 22h:36

CORINTHIANS

Eliminação gera revolta e vandalismo

A estratégia de evitar o contato com medo da reação violenta da torcida também foi adotada na chegada do time a São Paulo. Aliás, nem entrou na cidade

PAULO GALDIERI
Da Agência Estado - São Paulo
O Corinthians viajou para a Colômbia pensando no que de pior poderia acontecer. E na volta para casa, ontem, após a eliminação da fase pré-Libertadores para o Deportes Tolima, precisou usar tudo para evitar encontros com a torcida, enfurecida em todos os lugares pelos quais a delegação passou ou poderia ter passado. De Campinas até São Paulo, o grupo precisou de paciência e ajuda para evitar que as manifestações dos torcedores atingissem os jogadores. E nem assim o clube ficou livre de vandalismos e protestos. A volta corintiana em voo fretado estava prevista para acontecer em Campinas. A diretoria achou conveniente manter o horário de chegada para a parte da manhã para poder usar o aeroporto de Viracopos - Cumbica, de onde o avião saiu para a Colômbia no domingo à noite não recebe voos fretados antes do meio-dia, segundo a assessoria corintiana. Muito antes de o avião pousar na pista de Campinas, torcedores com camisas da torcida organizada Gaviões da Fiel já esperavam o desembarque dos eliminados na Libertadores. O grupo que se amontoava na frente do portão de desembarque internacional de Viracopos não chegava a 30 pessoas. Mas todos estavam dispostos a protestar veementemente. Uma sacola com ovos estava à espera dos jogadores. Uma faixa com "incompetência" era exibida por eles. Mas tudo o que eles pretendiam foi por água abaixo com o drible que o Corinthians deu em seus furiosos fãs locais. À custa de uma espera de quase hora e meia entre o desembarque do avião na pista de Viracopos e a saída do ônibus que levou a delegação para São Paulo. O avião pousou em Campinas às 10h15. Só quando já passava das 11h30 é que o Corinthians partiu. SEGURANÇA Para a segurança dos jogadores e da comissão técnica, a segurança optou por não fazer o time passar pelo saguão, onde os torcedores aguardavam o time com xingamentos e gritos de guerra que pediam a saída do presidente Andrés Sanchez, de Ronaldo e chamava os atletas de "time sem vergonha". A presença dos corintianos à espera da equipe causou apreensão na administração do aeroporto, que pediu reforço policial. Cerca de 30 policiais militares chegaram em cinco viaturas e se posicionaram na porta principal de Viracopos. Foi por orientação da PM e também da Polícia Federal, que faz a segurança interna dos aeroportos, que o Corinthians decidiu evitar a torcida. E quando perceberam a movimentação da delegação para evitar o contato com eles, os torcedores correram em direção ao portão que dava acesso direto da pista para a rua. A estratégia de evitar o contato com medo da reação violenta da torcida também foi adotada quando o time chegou a São Paulo. Aliás, nem entrou na cidade. Para evitar possíveis manifestações como as que marcaram o período de sete jogos sem vencer no Brasileirão do ano passado, em vez de o ônibus ir até o CT Joaquim Grava, onde carros de jogadores e da comissão técnica estavam estacionados, o grupo se dispersou perto de Alphaville. Dali, cada jogador teve que se arranjar para ir para casa. O contato com a fúria da torcida foi evitado, mas dificilmente o vexame de ser eliminado na fase preliminar da Libertadores será esquecido tão cedo pela Fiel. DEPREDAÇÃO As manifestações de vandalismo de torcedores do Corinthians revoltados com a eliminação do time na Copa Libertadores da América apareceram logo na manhã de ontem. Horas depois de um grupo depredar e pichar a sede do clube no Parque São Jorge, na madrugada, um outro invadiu o Centro de Treinamento do Parque Ecológico e quebrou carros de jogadores e funcionários.

Edição EDIÇÃO 16961




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