ESPORTES
Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:05
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COPA AMÉRICA
Dunga tem sua primeira prova de fogo
Seleção faz sua estréia hoje em uma competição oficial. Será contra o México e técnico brasileiro que começar com uma vitória
SÍLVIO BARSETTI E LUIS AUGUSTO MÔNACO
Da Agência Estado - Puerto Ordaz, Venezuela
Dez meses depois de iniciar um processo de reformulação na seleção brasileira, Dunga comanda o time pela primeira vez numa competição oficial, a Copa América, hoje. O adversário será o México, às 20h45 (horário de Mato Grosso), na calorenta Puerto Ordaz. Dunga busca de um resultado que o mantenha longe das críticas mais rigorosas. Embora tenha a palavra do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, de que permanecerá na equipe até a Copa de 2010, ele tem experiência suficiente para saber que a história do futebol é repleta de desmentidos e mea-culpas. Dunga teve problemas para formar a equipe antes mesmo de anunciar a convocação, com os pedidos de férias de Kaká e Ronaldinho Gaúcho. Também ficou desfalcado do goleiro Júlio César e do zagueiro Lúcio, por causa de contusão. Na última hora ainda perdeu o meia Zé Roberto, outro que preferiu abrir mão da seleção por achar que não teria fôlego pra chegar à Copa de 2010. Já no primeiro dia da apresentação do grupo, em Teresópolis, foi o próprio Dunga quem se atrasou, vítima de um nevoeiro que fechou vários aeroportos do País. Outro revés veio em seguida, com a negativa do Real Madrid em liberar Robinho para o início dos treinamentos. Tudo isso deixou Dunga cada vez mais nervoso. "Esse negócio de ser experiente ou inexperiente é relativo. Todos nós tivemos de começar de algum lugar. Se ninguém der uma oportunidade, como é que se vai saber se a pessoa tem capacidade ou não? Nunca ninguém vai conseguir agradar a todo mundo. Sempre vão ter os que são a favor, os contra, os que se acham injustiçados", disse Dunga. Vencer o México não parece uma missão fácil para o Brasil. Nos últimos anos, normalmente as duas equipes fazem jogos equilibrados. Para o treinador brasileiro, a derrota mexicana para os Estados Unidos, no domingo, em confronto que decidiu a Copa Ouro, não representa nenhuma vantagem para a seleção. "São duas competições diferentes e a motivação é outra." Até agora, Dunga dirigiu o Brasil em 11 jogos: 7 vitórias, 3 empates e 1 derrota. Para tentar a oitava vitória, optou por escalar Vagner Love no ataque e os quatro ex-santistas campeões brasileiros em 2002: Robinho, Diego, Elano e o zagueiro Alex. Ele tentará provar que sua equipe é capaz de fazer gols, apesar de os treinos na Venezuela e os últimos jogos da seleção mostrarem outra realidade: a pouca produção dos atacantes, com erros seguidos de finalização ou a total falta de criação de jogadas de perigo. BRASIL Hélton; Maicon, Alex, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Elano e Diego; Robinho e Vagner Love. Técnico - Dunga. MÉXICO Oswaldo Sanchez; Castro, Rafa Márquez, Magallon e Losano; Torrado, Piñeda, Arce e Blanco; Castillo e Omar Bravo. Técnico - Hugo Sanchez. Árbitro - Sérgio Pezzota (ARG). Horário - 20h45 Local - Estádio Polideportivo de Cachamay, em Puerto Ordaz (VEN).