ESPORTES
Segunda-feira, 21 de Junho de 2010, 21h:37
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RUMO AO HEXA
Dunga procura agora um substituto
O treinador vai aproveitar os próximos treinamentos para definir quem vai entrar na vaga de Kaká, que está suspenso contra Portugal
ANDRÉ CARDOSO
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Com a expulsão de Kaká nos minutos finais da vitória sobre a Costa do Marfim, no domingo, Dunga será obrigado a mudar a escalação da seleção brasileira para o jogo de sexta-feira, contra Portugal, no encerramento da primeira fase da Copa. Mas ele garante estar tranquilo e diz ter boas opções à disposição - além disso, o Brasil já assegurou a classificação antecipada para as oitavas de final, o que tira um pouco da importância do duelo com os portugueses. Depois da partida de domingo no Estádio Soccer City, em Johannesburgo, Dunga saiu em defesa de Kaká, dizendo que a expulsão foi "totalmente injusta". Mas também lamentou a ausência de seu principal jogador na terceira rodada do Mundial, pois esperava que ele pudesse atuar para ganhar mais ritmo de jogo - agora, o meia irá aproveitar a folga forçada para fazer um trabalho especial para aprimorar a sua recuperação física e técnica. Enquanto Kaká já está descartado, Dunga ainda depende da recuperação de outro titular do meio-de-campo para definir o time que enfrentará Portugal na cidade de Durban. O meia Elano levou uma forte pancada durante o jogo contra a Costa do Marfim e deixou o estádio mancando. Mas os médicos da seleção afirmaram que o caso não é grave e que é possível que ele volte aos treinos em dois ou três dias, estando, assim, liberado para jogar na sexta-feira. Se puder contar com Elano, Dunga precisaria fazer apenas uma mudança no time - mesmo já classificado, ele não deve poupar nenhum titular diante de Portugal, pois quer manter o ritmo e melhorar o entrosamento dos jogadores. O meia Júlio Baptista é o substituto natural de Kaká, como o próprio treinador já afirmou, e surge como favorito para ficar com a vaga. Mas existem outras opções, como Daniel Alves, Ramires, Kleberson e até mesmo Nilmar Com a entrada de Júlio Baptista no lugar de Kaká, o esquema de jogo da seleção continuaria praticamente o mesmo. Uma alternativa seria Daniel Alves, uma espécie de 12.º jogador do time brasileiro, que costuma entrar sempre no segundo tempo e é bastante versátil. Se quiser uma postura mais ofensiva, Dunga pode optar pelo atacante Nilmar, recuando Robinho para a armação das jogadas. E, se for mais precavido, tem Ramires e Kleberson como opções. Mas, independentemente de quem for jogar, a seleção brasileira começou ontem a sua preparação para enfrentar Portugal na sexta. Os titulares fizeram apenas um trabalho leve, enquanto os reservas venceram um time local por 7 a 1. CANELEIRA SALVADORA - - O nome das filhas, Maria Clara e Maria Teresa, só teve um papel emocional. Feita com polietileno, mesmo material usado em coletes à prova de bala, a caneleira usada por Elano foi o que o salvou de uma lesão séria, na entrada violenta do meia Tiote, da Costa do Marfim. Segundo os médicos ouvidos pelo Estado, se não fosse a proteção na canela - que se tornou obrigatória em 1987 para evitar a transmissão do vírus da aids -, o meia da seleção teria sofrido uma lesão importante, e o tempo médio para se recuperar seria de 2 meses. "Ao menos, um corte profundo, o que já seria perigoso, pois poderia infeccionar", comentou João Gilberto Carazzato. Já para o fisiologista Turíbio Leite de Barros, a jogada foi típica de uma fratura grave na tíbia. "Se houvesse o trauma, teria de operar", disse. A imagem em câmera lenta mostra que a entrada balança o joelho de Elano. Porém, os médicos descartam complicação na área. "O risco é quando há um peso no joelho, que pode rotacionar com a pancada. Mas ele estava no chão", disse Carazzato. Apesar das inovações tecnológicas, as caneleiras não chegam a ter um índice de quanto conseguem absorver de impacto, segundo o gerente de desenvolvimento da Penalty, Reginaldo Zunkeller.