NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ESPORTES
Sábado, 12 de Junho de 2010, 17h:33

RUMO AO HEXA

Dunga planeja "ataque aéreo" na estreia

Se não der para furar a retranca da Coréia do Norte no toque de bola, a solução será usar as bolas altas contra o ‘baixinhos’

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Há 44 anos, a Coreia do Norte não aparecia em uma Copa do Mundo. Volta agora na África do Sul e, de imediato, tem o Brasil pela frente logo na estreia, na próxima terça-feira, no estádio Ellis Park, em Johannesburgo. O jogo vai colocar frente a frente os gigantes contras os nanicos. E Dunga quer tirar proveito da maior estatura de seus jogadores para vencer os norte-coreanos na bola parada. Sem sustos. Não se trata de uma estratégia especial. É uma questão de oportunidade. Uma das características do grupo de Dunga é o alto aproveitamento nas jogadas de bola parada. E, desta vez, a tarefa pode ser facilitada comparando-se a média de altura das duas seleções. O Brasil, contando os 23 jogadores, atinge 1,82 metro contra 1,78 da Coreia do Norte. A média de altura dos atacantes e meias da seleção brasileira é de 1,83 metro diante de 1,79 dos defensores norte-coreanos, uma diferença de apenas 4 centímetros, mas que joga muito a favor do time de Dunga. "Todo mundo sabe que um dos pontos fortes dessa seleção é a bola parada. Como os times são muito parelhos e os jogos equilibrados, a bola parada pode resolver para nosso lado, como já resolveu muitas vezes", comentou Juan, um dos beneficiados dessa jogada. Os zagueiros Juan (1,82 metro) e Lúcio (1,88), o lateral-direito Maicon (1,86), os volantes Gilberto Silva (1,84) e Felipe Melo (1,83), mais Kaká (1,86) e Luís Fabiano (1,86) - e o zagueiro reserva Luisão (1,93) - são as torres que o treinador usa para vencer a batalha nas cobranças de faltas dentro da área. Na final da Copa das Confederações no ano passado contra os Estados Unidos, o Brasil se safou da derrota usando as torres. Os norte-americanos fecharam o primeiro tempo com a vitória parcial por 2 a 0 e caíram no segundo com os gols de cabeça de Lúcio e Luís Fabiano na virada por 3 a 2. Agora, na estreia contra os norte-coreanos, Dunga pode apelar para o caminho mais fácil. Nos treinamentos, insiste em aprimorar as cobranças de faltas levantando a bola na área. Elano é o encarregado de bater cruzado em busca de uma torre quase na pequena área para desviar a bola para o gol. Os norte-coreanos já deram mostras de que são vulneráveis nos lances de bola parada. Nos últimos jogos sofreram um gol atrás do outro tendo esse tipo de lance como origem. Jong Tae-Se, 1,81 metro de altura, conhecido como o "Rooney" asiático, sabe que não vai ser fácil derrubar as torres de Dunga, mas não perde o otimismo. "Somos orgulhosos, podemos vencer o Brasil. Todo mundo pensa que não podemos vencer esta partida, mas temos um grande coração e um grande espírito", disse Jong ao site da Fifa. "Vocês mal conhecem a Coreia do Norte. Cresci vendo as imagens de 1966". Ele se refere à última vez que o seu país esteve em uma Copa. A Coreia do Norte foi eliminada nas quartas de final do Mundial na Inglaterra.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL