ESPORTES
Sábado, 19 de Junho de 2010, 15h:42
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RUMO AO HEXA
Dunga espera um jogo aberto e de gols
O técnico brasileiro espera que a Costa do Marfim joga buscando o ataque e deixando os espaços para os brasileiros procurem os gols
MARCIUS AZEVEDO
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul Dunga e Sven-Goran Eriksson são bem diferentes, quase opostos. O brasileiro está começando na carreira. Faz o seu primeiro trabalho como treinador na seleção. O sueco está há algum tempo na profissão. É sua terceira Copa do Mundo - comandou a Inglaterra nos dois últimos Mundiais. Não há também comparação em relação ao trato com os jornalistas. Dunga não fez questão nenhuma de ser educado na entrevista coletiva que concedeu no estádio Soccer City, ontem. Eriksson foi gentil. Se preocupou até em responder em português. Hoje, os dois se enfrentam. O jogo entre Brasil e Costa do Marfim será um reencontro. Dunga não vê Eriksson como mentor, mas os dois já trabalharam juntos. O sueco dirigiu o brasileiro na Fiorentina, da Itália, na temporada 1988-89. "Ele foi meu técnico há muito tempo atrás. É um técnico preparado, já dirigiu Inglaterra e México. Em pouco tempo, já se viu a forma de ele trabalhar. Hoje a Costa do Marfim é uma equipe organizada taticamente, tem um bom futebol", afirmou Dunga. Eriksson devolveu o comentário do brasileiro com um elogio. "Dunga sempre se comportou como técnico. Ele já sabia tudo de futebol quando trabalhou comigo, era inteligente como jogador. Ele tem feito um ótimo trabalho no Brasil". A paz de Dunga depende coincidemente de uma vitória sobre o seu ex-treinador. Um tropeço pode complicar e, muito, a situação do Brasil no Grupo G do Mundial. O brasileiro espera que o rival seja um pouco mais ousado do que a Coreia do Norte. O sueco já disse se satisfazer com um empate, mas que não jogará para consegui-lo. "Vai ser outro jogo, totalmente diferente da estreia. As duas equipes atacam e sem a bola todo mundo defende", afirmou Dunga, referindo-se novamente à dificuldade encontrada pelo Brasil em furar o bloqueio defensivo dos norte-coreanos, que atuam com os 11 jogadores atrás da linha bola, apostando apenas no contra-ataque. Dunga cobra atenção de seus jogadores. A seleção precisa estar pronta para aproveitar qualquer vacilo do adversário. A chance pode não cair duas vezes nos pés dos brasileiros neste domingo. "Em Copa, se tiver oportunidade, precisa definir o jogo". GILBERTO SILVA - A apreensão tomou conta do início do treino da seleção, neste sábado. Os jogadores foram descendo um a um para o gramado do Saint Sthithians College, em Johannesburgo, mas nada de Gilberto Silva. O volante foi o penúltimo a aparecer no alto da escadaria que leva ao campo, um pouco antes do zagueiro Juan. Primeiro em ritmo lento. Depois com uma corridinha para se juntar aos companheiros na roda de bobinho, sem aparentar qualquer problema. Na véspera, ele havia sido poupado de parte do treino fechado de Dunga. Josué esteve entre os titulares - Mas o médico da seleção, José Luiz Runco, garantiu que está tudo bem. A primeira informação era de que uma pancada no tornozelo o tirou do trabalho. Runco confirmou que ele sentiu apenas um incômodo no joelho. "O dia que ocorrer um problema médico fora do normal da prática esportiva, vocês serão avisados. Não fiquem especulando", disse Runco, confirmando que o volante estará em campo contra Costa do Marfim. "De minha parte, todos os atletas estão liberados para o jogo". Nos 45 minutos em que Dunga permitiu aos jornalistas acompanharem o treino, Gilberto Silva se mostrou um pouco travado para realizar alguns movimentos no começo. Depois, no rachão, o volante se soltou mais. No ataque da equipe sem colete, ele até fez um gol de cabeça e saiu comemorando com uma dancinha esquisita. Foi apenas precaução. Bom para Dunga, que não perdeu um de seus principais titulares.