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ESPORTES
Quinta-feira, 04 de Junho de 2009, 19h:35

SANTOS

Diretoria tenta acertas com encostados

SANCHES FILHO
Da Agência Estado – Santos, SP
O Santos tem quase um time inteiro para vender, emprestar ou simplesmente dispensar. São jogadores que fazem parte do numeroso elenco de profissionais, mas que jamais serão aproveitados. Depois da contratação de Wagner Diniz, os dirigentes esperam fazer um acordo com o Coritiba para antecipar a liberação de Rodrigo Mancha. O contrato do volante com o clube paranaense termina no dia 11 de julho, mas com a desclassificação do time na Copa do Brasil, pode se apresentar ao Santos nos próximos dias. O técnico Vágner Mancini ainda espera pela contratação de mais um atacante. Se for atendido, serão 37 jogadores fixos. Um exagero para quem tem apenas o Campeonato Brasileiro para disputar até o final do ano. "Entendo que 28 é o número ideal de jogadores para se trabalhar. Realmente o elenco está inchado, mas precisamos de reforços porque há excesso de jogadores para algumas posições e carência em outras", justificou o treinador, garantindo que não vai fazer lista de dispensas. Para complicar ainda mais a situação, com a demissão do supervisor Ocimar Bolicenho não há mais ninguém com experiência para tentar encaixar em outros clubes os jogadores que estão sobrando. Provisoriamente, o diretor de futebol, Adilson Durante Filho, de apenas 28 anos de idade, e que até recentemente trabalhava na base, acumula a função enquanto o presidente Marcelo Teixeira procura um novo profissional para a área. Apenas para as duas posições do ataque são nove jogadores, a começar pelo titular absoluto Kléber Pereira, perto de completar 34 anos, autor de 75 gols em 114 jogos e quase dois anos de clube. Há atacantes de características distintas como o diferenciado Neymar, com os altos e baixos de quem está começando, e o veterano Roni, que não sabe se vai ou se fica. André Felipe Ribeiro de Souza, carioca de Cabo Frio, de 19 anos, 1,82m de altura e 77 quilos, é outra aposta dos dirigentes. O velocista Maikon Leite, que sofreu rompimento total dos ligamentos do joelho direito no ano passado, está voltando para ser a opção de velocidade para o ataque. E ainda falta estrear Felipe Azevedo, contratado do Paulista, de Jundiaí, a pedido de Mancini. Ainda não estão sendo utilizados Tiago Luís, promessa que ficou pelo caminho, e Fabiano, que sofreu três graves contusões de joelho e luta para voltar a jogar. Até para as laterais, que Mancini considera posições descobertas, já são seis jogadores: Wagner Diniz, Luizinho e Bruno para a direita; Léo, Triguinho e Pará para a esquerda. Os volantes são seis: os titulares Roberto Brum e Rodrigo Souto e mais Germano, Adriano, Alan, que Mancini trouxe do Vitória, e Roberto Mancha, que está a caminho. Situação curiosa é a da zaga. Logo que Mancini chegou, a ideia era se livrar do alto salário de Fabão, que se recuperou e é titular de segurança do técnico. Depois os dirigentes tentaram emprestar Astorga à Portuguesa Santista, mas ele se recusou a deixar do clube. E mesmo não tendo saído nenhum dos seis jogadores do setor, foi contratado Eli Sabiá, também do Paulista.

Edição EDIÇÃO 16962




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