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ESPORTES
Terça-feira, 23 de Julho de 2013, 20h:34

Cuca quer título para espantar os fantasmas

O técnico Cuca sonha em ganhar hoje o título da Taça Libertadores com o Atlético Mineiro para espantar seus fantasmas pessoais e a fama de azarado ou 'pé frio'. Embora não tenha conquistado muitos troféus, Cuca se consolidou como um dos principais treinadores do país, sabendo montar equipes atrativas e que jogam bom futebol. Cuca, de 50 anos, é profundamente religioso e, ao mesmo tempo, taxado de supersticioso. Nas semifinais e na partida de ida da final da Libertadores, usou uma camisa preta com a imagem da Virgem Maria, apelando a uma ajuda transcendental que, na semana passada, pelo menos em Assunção não foi suficiente para evitar a derrota por 2 a 0. Cuca também não tira uma camisa com a inscrição "Yes, we C.A.M.", uma ode à esperança que faz um trocadilho com o acrônimo da equipe (Clube Atlético Mineiro) e o famoso slogan de campanha de Barack Obama "Yes, we can" (sim, podemos). O treinador guardou ainda, como um talismã, a bola do duelo com o Tijuana, depois do pênalti que Victor salvou no final do jogo válido pelas quartas de final, que salvou a equipe da eliminação. Talvez sua ação mais inusitada para motivar seus jogadores tenha sido pendurar um coração de boi pingando sangue no vestiário do Botafogo, que então dirigia, antes de uma final com o Flamengo. Porém, a vitória não veio. Os amuletos, aliás, de pouco lhe serviram ao longo de seus 15 anos de carreira como técnico, na qual venceu só quatro campeonatos estaduais e acumulou tropeços na reta final de torneios importantes. Aquele que talvez tenha sido seu maior feito não lhe valeu nenhum troféu: o de ter salvado o Fluminense do rebaixamento no Campeonato Brasileiro em 2009, após ter assumido o time na lanterna. Formado em educação física, Cuca é conhecido também por ter bom relacionamento com os elencos que dirigiu e criar um bom ambiente no vestiário, mas muitos críticos alegam que ele não sabe administrar crises por ser muito emotivo e perder o controle nas derrotas.

Edição EDIÇÃO 16967




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