Costa do Marfim e Portugal fizeram partida equilibrada ontem, no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, em partida válida pelo mesmo grupo do Brasil. Mas, se a seleção africana foi levemente superior, sobretudo por conta da agilidade de seu trio de ataque formado por Dindane, Kalou e Gervinho, não soube transformar o domínio em chances de gol. Pela direita, Dindane aproveitava seu porte físico para criar boas jogadas. Kalou e Gervinho se revezavam pela esquerda, envolvendo a defesa portuguesa. O problema estava na conclusão das jogadas. Em boa parte dos lances, ao passar pelos marcadores, os três optavam pelos cruzamentos. E como Drogba não estava na área - lesionado, entrou apenas no segundo tempo -, a equipe não finalizava a gol. Foram apenas cinco chutes em toda a partida, dois a menos do que Portugal. O forte jogo físico marfinense também resultou em um número elevado de faltas: 18, contra apenas 13 do adversário. Boa parte delas foi cometida na intermediária defensiva, parando a armação portuguesa. Somente Cristiano Ronaldo sofreu cinco, o mesmo número de infrações recebidas por Deco. Apesar da maior dinâmica ofensiva da Costa do Marfim, sobretudo no segundo tempo, Portugal fez partida equilibrada. As duas equipes, por exemplo, tiveram o mesmo porcentual de posse de bola. Os marfinenses ainda tiveram apenas dois escanteios (6 a 4) e um impedimento (2 a 1) a mais.