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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012, 20h:52

O CAMPEÃO VOLTOU

Corinthians é recebido em grande festa

Como era de se esperar, São Paulo parou para receber os campeões mundial de clube. A torcida corintiana fez muita festa para os jogadores

A volta para casa foi cansativa. Começou na noite de domingo, no Japão, passou pela Alemanha e terminou na manhã de ontem, no Aeroporto de Cumbica. Na chegada, o cenário não poderia ser outro: uma linda festa da Fiel para receber o Corinthians, bicampeão mundial de clubes. O governador Geraldo Alckmin recebeu os atletas na pista. Poucos torcedores foram a Guarulhos, um pedido do clube para evitar tumulto no local. Eram cerca de 500, muito menos do que os 15 mil que se despediram dos ídolos no dia 3 de dezembro, no embarque para o Japão. A delegação entrou num ônibus ainda na Base Aérea e partiu rumo à Avenida Tiradentes, na zona central da capital paulista. Lá, no quartel do Batalhão da Rota, se encontraram com o prefeito Gilberto Kassab e receberam uma placa com os seguintes dizeres: “A cidade de São Paulo homenageia o Sport Club Corinthians Paulista pelo bicampeonato mundial interclubes conquistado no Japão com o seu reconhecido espírito de luta, honrando as tradições do futebol paulistano e brasileiro.” Depois das fotos oficiais, todos subiram em um trio elétrico e começaram o desfile pela Avenida Tiradentes. A multidão louca para ver os atletas impressionou quem estava em cima do trio. “Estou impressionado com o que está acontecendo. Nunca vi uma cena assim, parar São Paulo. É o reconhecimento do torcedor e vamos comemorar com ele”, declarou o zagueiro Chicão, assim que viu a quantidade de gente nas ruas. No trio elétrico, liderados pelo cantor Thiaguinho, os jogadores não resistiram e desobedeceram o pedido de Tite, que havia pregado respeito aos rivais. Primeiro, com a ajuda do pagodeiro corintiano, Jorge Henrique provocou o Palmeiras, rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Depois, Sheik foi ainda mais direto. Com o microfone em mãos, voltou a atacar o lateral-esquerdo Léo, do Santos, que havia menosprezado a torcida corintiana no embarque do grupo para o Japão. “Chupa, Léo!”. disparou, para delírio dos torcedores. Ao som de "Amizade é tudo", música que embalou os momentos da equipe desde a inédita conquista da Libertadores, o trio elétrico seguiu até a Praça Campo de Bagatelle e parou o trânsito na região. A multidão aumentou aos poucos e torcedores, enlouquecidos, pediram até para beijar as mãos do goleiro Cássio, eleito pela Fifa o melhor jogador do Mundial de Clubes e destaque da vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea, na final. “Teve torcedor que queria pegar, beijar a minha mão. O corintiano é fanático, é um jeito carinhoso deles de agradecer. Isso é legal. Os torcedores merecem o título porque todos apoiaram. Eu fiquei surpreso com tantos corintianos no Japão. Foi uma energia muito boa e ajudou bastante o nosso time a chegar a este título”, disse o goleiro em entrevista ao Sportv. Mesmo ausente da festa, o peruano Paolo Guerrero não poderia ser esquecido. Autor dos dois gols do Timão no Mundial, ele ficou na Alemanha, de férias, e não voltou para o Brasil. Mas seus "clones" estavam nas ruas. Muitos jovens imitaram seu corte de cabelo e fizeram sucesso entre a multidão. Os atletas não se esqueceram da multidão que invadiu o Japão e lotou os estádios de Toyota e Yokohama nas partidas contra Al Ahly e Chelsea. Os campeões admitiram que estavam com saudade dos corintianos que ficaram no Brasil, mas o lateral-esquerdo Fábio Santos fez questão de homenagear quem acompanhou a equipe na Ásia. “Estávamos com saudades, apesar de os torcedores terem feito um esforço enorme para encher o Japão. Foram 30, 40 mil torcedores no estádio. Estamos muito felizes de estarmos perto deles”, disse Danilo. O cansaço dos jogadores determinou a mudança no percurso do trio elétrico, que iria até a Praça Heróis da Feb. O veículo parou cerca de um quilômetro antes, na Praça Campo de Bagatelle. Uma pontinha de frustração para quem já esperava no destino final. Ali, a delegação entrou no ônibus e, com escolta policial, seguiu para o CT Dr. Joaquim Grava, na Rodovia Ayrton Senna. Iniciou-se mais uma corrida de torcedores, dessa vez para a porta do local. Quando os jogadores e comissão técnica chegaram ao centro de treinamento, foram recepcionados por cerca de 500 corintianos, aos gritos de "bicampeão". Sheik foi até a grade e atendeu alguns torcedores. Depois, os jogadores fizeram uma festa reservada no CT, com os familiares. Era o fim de uma longa e inesquecível viagem. Do Japão para a Alemanha. Da Alemanha para o Brasil. E, para sempre, nos corações alvinegros.

Edição EDIÇÃO 16960




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