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Quinta-feira, 25 de Março de 2010, 22h:20

Conversa é a arma do Palmeiras contra má fase

BRUNO WINCKLER
Da Agência Estado – São Paulo
A diretoria do Palmeiras vai tentar ajudar o time a superar a má fase na base da conversa. Está prevista para acontecer hoje uma reunião entre dirigentes, comissão técnica e jogadores. A expectativa é encontrar as respostas para uma pergunta: Por que uma equipe que faz grandes jogos em clássicos perde pontos contra clubes menores? Para os dirigentes palmeirenses, o problema principal é a falta de confiança, tema que será o foco do encontro. A ordem é fazer o elenco se sentir tranquilo para o restante da Copa do Brasil, tirando a pressão dos jogadores pela iminente eliminação no Paulistão. Enfim, a ordem é para virar a página. O jogo de volta contra o Paysandu, pela competição nacional, será na quarta-feira, no Palestra Itália, e o Palmeiras pode até perder por 1 a 0 para avançar às oitavas de final - venceu por 2 a 1 em Belém. A conversa poderia ter acontecido já nesta quinta, mas o treino da tarde foi cancelado por causa da forte chuva em São Paulo. "Não é hora para mudanças drásticas. O problema não é técnico, é de confiança. O time é capaz de fazer grandes apresentações (como contra São Paulo e Santos), mas vacila em jogos que a gente não poderia imaginar. Precisamos mostrar que estamos todos juntos para ajudar a equipe", disse o vice-presidente de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo. O diretor de futebol do clube, Genaro Marino, tem a mesma postura de Cipullo. "Nossa crença é de que temos um bom elenco. Basta recuperar a confiança com o novo técnico (Antônio Carlos)", avaliou o dirigente. APOIO AO TREINADOR - Antônio Carlos está no comando do time há pouco mais de um mês e une grandes vitórias a fiascos incríveis. Com o mesmo elenco, conseguiu vencer São Paulo e Santos, mas perdeu para Santo André e Ponte Preta em pleno Palestra Itália. É por isso que, para a diretoria palmeirense, uma mudança no comando técnico está fora de cogitação. Na avaliação de Cipullo, é cedo para se questionar o trabalho do treinador. "Ele está há um mês e meio no comando e só uma vez teve uma semana inteira para trabalhar. No domingo seguinte à essa semana fizemos aquele grande jogo (vitória contra o Santos) Mudar o técnico agora está fora de questão", garantiu o dirigente. Enquanto isso, Antônio Carlos já pediu reforços. Não quer iniciar o Brasileirão, em maio, só com as peças atuais do elenco Para ter novos jogadores, porém, terá de convencer a diretoria a abrir os cofres. "Nosso grupo só precisa de um atacante para revezar com o Robert, que está sobrecarregado", disse Cipullo, mostrando não estar muito disposto a investir em novas contratações.

Edição EDIÇÃO 16962




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