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Quarta-feira, 18 de Junho de 2014, 20h:59

MEDO DO PASSADO

Colômbia não deseja repetir fracasso

FILIPE COUTINHO
Da Folhapress – Brasília, DF
Apesar do status de cabeça de chave e a vitória convincente contra a Grécia colocarem ainda mais favoritismo na Colômbia, tudo isso tem sido deixado de lado pelo técnico argentino José Pekerman para evitar que, assim como no passado, a boa fase do time seja interrompida por tropeços e badalação. Na véspera do jogo decisivo contra a Costa do Marfim pela liderança do Grupo C, Pekerman fez "autocrítica" para esfriar os ânimos do time colombiano. O exemplo mais notório do trauma da Colômbia é a Copa de 94, quando foi apontada por Pelé como favorita ao título e não passou da primeira fase. "Os favoritos têm potencial que é conhecido, mas ainda assim custam a ganhar a partida. Temos que pensar nisso. Os jogadores colombianos sabem diferenciar tudo isso e estão preparados. Temos autocrítica", diz Pekerman. Um dos destaques do time, o meia James Rodriguez adota discurso similar. "Crescemos muito em termos de futebol, mas em mentalidade também", disse. Ao contrário de outras Copas, a Colômbia conta com dois trunfos para conseguir um bom desempenho no Brasil. O primeiro deles é a inédita experiência internacional dos atletas, muitos deles jogando na Europa. Outro ponto é jogar com amplo apoio da torcida. São esperados mais de 16 mil colombianos na partida de hoje, em Brasília. "O povo esperou muito por esse momento e obteve a resposta da equipe. Essas situações nos unem, queremos o melhor pela Colômbia e todos esses torcedores próximos nos motivam como se estivéssemos em casa", afirma o técnico. Colômbia e Costa do Marfim jogam às 12h de hoje, no estádio Mané Garrincha. Quem vencer praticamente garante a classificação para as oitavas de final e, de quebra, fica com grandes chances de ficar em primeiro lugar e conseguir escapar da favorita Itália no cruzamento. A oportunidade de sair do caminho da Itália poderia ser mais uma motivação para os colombianos, mas Pekerman prefere repetir a autocrítica: pensar na classificação seria "fatal". "Estamos focando a Costa do Marfim e não podemos fazer prognósticos. Não podemos imaginar rivais ou cruzamento de chave porque seria fatal. Um resultado poderia mudar toda a história e seria falta de respeito com as outras equipes. Veremos isso depois de amanhã (amanhã)".

Edição EDIÇÃO 16961




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