ESPORTES
Sexta-feira, 25 de Junho de 2010, 21h:07
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HOLANDA
Coletividade explica a excelente campanha
WILSON BALDINI JR.
Da Agência Estado - Johannesburgo, África do Sul
Desta vez não vai ser por problemas de relacionamento que a seleção holandesa não vai chegar às finais de um mundial. Ao contrário de outras edições, quando até casos de racismo foram especulados entre o elenco da 'Laranja Mecânica', o time comandado por Bert Van Marwijk, classificado em primeiro lugar no Grupo E, com nove pontos, esbanja amizade e o bom humor é visível em todos os treinamentos em Johannesburgo. "Estamos juntos há dois anos. Nossas famílias se conhecem. Tratamos de problemas particulares em nossas concentrações", disse Van Bronckhorst, lateral-esquerdo e capitão da equipe da Holanda. O time atual não tem o mesmo glamour de outros que ostentavam craques como Gullit e Van Basten ou Bergkamp e Kluivert, mas aposta no equilíbrio dentro e fora de campo para voltar a chegar pelo menos às semifinais, feito que não consegue desde 1998, quando perdeu para o Brasil nos pênaltis. "Não existe estrelismo em nosso grupo. Todo mundo se dá bem", revelou Sneijder, sem querer comentar elencos do passado. "Não fiz parte do grupo. Não posso falar nada." O certo é que em gerações passadas jogadores oriundos do Suriname - ex-colônia holandesa na América do Sul -, como Reizenger, Davids, Kluivert não se davam com os irmãos Frank e Ronald De Boer, Bergkamp entre outros. Isso só prejudicou a equipe holandesa, que deixou de galgar posições importantes em mundiais de um passado recente Há duas semanas, um episódio demonstra toda a preocupação da delegação holandesa em demonstrar que todos se dão bem no grupo. O técnico Marwijk proibiu os jogadores de utilizarem o Twitter na concentração, após um vídeo ser colocado no youtube, no qual o atacante Elia xinga o zagueiro Khalid Boulahrouz, de origem marroquina. Em comunicado pelo site oficial da seleção, Elia e Boulahrouz afirmaram ter sido apenas uma brincadeira. A presença de Bert Van Marwijk no comando do time também se mostra como um fator positivo. Ao contrário de seus antecessores, como Rinus Michels, Dick Advocaaat, Guus Hiddink e Louis Van Gaal, Marwijk não é badalado pela imprensa ou pelos grandes clubes da Europa. Aos 57 anos, o técnico passou por equipes médias da Europa como Feyenoord, da Holanda, e Borussia Dortmund, da Alemanha. "Todos temos a mesma vontade de vencer e iremos bem forte atrás de nossos objetivos", disse o treinador, que está no comando da equipe desde 2008, após substituir o ídolo nacional Marco Van Basten. Segunda-feira, a Holanda enfrenta a Eslováquia por uma vaga nas quartas de final. Com certeza, muito unida.