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ESPORTES
Sábado, 22 de Dezembro de 2007, 13h:26

ESCOLINHA DE FUTEBOL

Cipó pede ajuda para sua escolinha

O ex-árbitro de futebol José Roberto Feitosa, o Cipó, mantém uma escolinha com 120 alunos carentes no Cristo Rei

ADMAR PORTUGAL
Da Reportagem
O ex-árbitro de futebol, José Roberto Feitosa Soares, 53, o Cipó, está encontrando dificuldades para manter sua escolinha de futebol em funcionamento. Fundada há sete anos, com CNPJ e tudo, com sede na Rua Presidente Luis de Albuquerque, quadra 30, nº 20, na Cohab Cristo Rei, em Várzea Grande, o ex-árbitro se diz magoado com a clássica política da Cidade Industrial. “Atendo quase 120 meninos entre 5 e 17 anos sem nenhuma ajuda. Nem uniformes para participarmos de campeonatos temos”, argumenta. A boa notícia é que a partir de janeiro a escolinha fará parceria com o Paraná Clube e já em março uma turma de jogadores vai participar de seletiva no Paraná. A escolinha de Cipó atende pelo nome de Academia Desportiva do Cristo Rei, com treinos nas segundas, quartas e sextas-feiras em dois períodos, no mini-estádio Sílvio Manoel Gomes, no bairro Hélio Ponce, vizinho da Cohab Jayme Campos. Cipó conta que mantém as crianças em atividades graças às taxas que recebe dos próprios alunos, na maioria carentes. “Não recebo ajuda de ninguém. Já cansei de enviar ofício na secretaria de Esportes do município e do Governo e nada. Não posso participar de campeonatos porque não temos uniformes padronizados”, lamenta. Na única vez que participou do Campeonato Pixote, de Cuiabá, foi graças a uma minoria de pais e responsáveis dos alunos que arrumaram uniformes. “Time, tenho. Mas falta material e transporte para dar condições de jogo aos nossos garotos”, argumenta. Os 120 atletas cadastrados na academia contribuem de acordo com o que podem. “Não estipulo valor. Converso com os pais e responsáveis que eles podem contribuir com o que puderem. Recebe de três a 10, 15 reais de quase 50% do grupo. Dinheiro que mal dá para as despesas essenciais para treinamentos”, comentou. Da escolinha de Cipó já saíram dois jogadores. O primeiro foi o zagueiro Douglas, que se encontra no Paraná Clube desde 2002. Depois foi o atacante Kleison, que começou na escolinha e através do Brasil Central está no futebol italiano desde 2004. “O futebol mato-grossense nunca se profissionaliza. Fica difícil você trabalhar pensando em oferecer este ou aquele jogador”, argumentou. Cipó está prestes a mudar de opinião sobre os times daqui. É que da atual safra de jogadores mirins da escolinha, quatro foram convidados para treinar no Mixto e ele não teve argumentos para proibir nenhum deles. Trata-se dos garotos Reinan, Beneilton, Peterson e Alisson. “Eles foram convidados para treinar nas categorias de base do Mixto. A nova diretoria está trabalhando com seriedade e é uma oportunidade aos garotos de conseguirem uma boa posição no clube”, salientou Cipó.

Edição EDIÇÃO 16966




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