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ESPORTES
Sábado, 16 de Agosto de 2008, 15h:32

MUITA COMEMORAÇÃO

Cielo afirma que vive seu melhor momento

O nadador brasileiro, ouro nos 50 metros e recordista mundial da prova disse que a vitória foi um momento mágico em sua carreira

O nadador brasileiro César Cielo, ouro nos 50 metros nado livre dos Jogos de Pequim, disse estar vivendo o melhor momento de sua vida e não conseguiu conter a emoção pela conquista na entrevista coletiva que concedeu após a prova. "Sem dúvida foi a melhor disputa da minha vida. Nada me emocionou tanto quanto ver o número um ao lado do meu nome. É o melhor momento da minha vida", assegurou o nadador de 21 anos. Cielo voltou a bater, com 21s30, o recorde olímpico da prova, algo que ele já havia estabelecido no dia anterior durante as eliminatórias. O atleta do Brasil ficou a apenas dois centésimos do recorde mundial, que segue pertencendo ao australiano Eamon Sullivan. Após a disputa, o nadador brasileiro pouco conseguia articular as palavras e as lágrimas voltaram a seus olhos. Dedicou o triunfo olímpico ao treinador e à família. "Foi sensacional. Se pudesse voltar atrás no tempo não mudaria nada. Agora sou campeão olímpico", disse Cielo, dono da primeira medalha de ouro brasileira em Pequim. "Isso é algo que você imagina quando é criança, mas que pensava que seria difícil de conseguir", completou. O brasileiro teve tempo ainda de deixar clara sua admiração pelo norte-americano Michael Phelps, que minutos antes obteve seu sétimo ouro em uma edição dos Jogos Olímpicos e se igualou à lenda Mark Spitz. Família - Quando César Cielo atirou as flores para a mãe, Flávia, depois de ouvir às lágrimas o Hino Nacional, com a medalha de ouro no peito, não imaginava o tamanho da emoção que havia provocado na família. Aquele menino que começou a nadar aos 8 anos, depois de ter tentado o judô por alguns meses, acabava de se transformar em recordista olímpico e de ganhar a primeira medalha de ouro na história da natação do País. O Cesinha virou Cesão. Dona Flávia era a letra "E" do "Cesão" que se formou na arquibancada e foi mostrado à exaustão pela TV do circuito oficial dos Jogos após o ouro. Toda a sua família estava ali, em letras e emoção. O Cubo ficou pequeno para tanta alegria. O pai contou também sua história na natação, bem mais breve que a do filho. Um bronze em 1967 num torneio em São Paulo. Ficou nisso. O filho apaixonou-se pela natação ao ver os pais treinarem. Cielo pai praticou ainda outros esportes até se tornar médico pediatra. Gastou o que tinha e o que não tinha para sustentar o sonho do menino: treinar nos Estados Unidos.

Edição EDIÇÃO 16961




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