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Sexta-feira, 08 de Agosto de 2008, 21h:12

VÔLEI MASCULINO

Brasil tenta esquecer os tropeços

Depois de quatro anos quase perfeitos, e de um susto às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção masculina de vôlei do Brasil estréia contra o Egito no torneio olímpico, às 2h30 (de Mato Grosso) da madrugada deste domingo, com o objetivo de retomar sua supremacia no cenário mundial e conquistar o terceiro título olímpico, o segundo consecutivo. Desde 2001 sob o comando do técnico Bernardinho, o Brasil conseguiu mais de 20 títulos no período, com uma Olimpíada, dois Mundiais e seis edições da Liga Mundial. Passou a ser considerado um time imbatível, até que no mês passado, no Rio, sofreu duas derrotas seguidas, para Estados Unidos e Rússia, e ficou de fora do pódio da Liga Mundial - e pela primeira vez na era Bernardinho não subiu a um pódio. "A equipe está ferida. Isso é importante. Talvez tenha sido o que faltou naquele jogo contra os americanos. Falo para os atletas que eles tem que jogar com dor", afirmou o técnico Bernardinho, conhecido por exigir nada menos que o máximo de seus times. Ele foi buscar na parede do prédio da Dinamarca na Vila Olímpica uma frase para mudar o ânimo da equipe. "A dor é temporária, mas o orgulho é eterno", diz. Bernardinho sabe que o caminho até o ouro será duro. Se os egípcios, rivais da estréia, não assustam, depois o Brasil enfrenta uma série de adversários europeus de alto nível: pela ordem, Sérvia, Polônia, Alemanha e Rússia. "O torneio olímpico será muito difícil. O equilíbrio entre as seleções é enorme e os jogos serão decididos nos detalhes", afirmou o técnico. Capitão do time, o atacante Giba confia na atitude dos companheiros e diz que o time já absorveu os efeitos das derrotas no Rio, sem se sentir mais pressionado por conta disso. "A pressão sempre vai existir. Tivemos um pequeno tropeço na Liga Mundial, mas isso acontece. Nossa equipe é experiente, técnica e emocionalmente. Sempre reagimos muito bem às derrotas", afirma o ponteiro, citando dois exemplos. "Foi assim no Mundial de 2002, quando um mês antes perdemos a Liga Mundial jogando em casa, e na derrota para a Venezuela no Pan de Santo Domingo (em 2003), para ganhar no ano seguinte o ouro em Atenas", relata.

Edição EDIÇÃO 16962




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