Atletas dispensam a comida cuiabana e a cabeça de pacu
RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
A depender do cardápio, as delegações da Copa América de Vôlei não devem ter retorno garantido a Cuiabá. Descartados, a tradicional cabeça de pacu e demais pratos regionais não devem figurar no buffet servido aos atletas, que ocupam sete de 15 andares do Hotel Deville, o principal de Cuiabá. A alimentação sem muitos pratos regionais e balanceada, que não fuja muito do cardápio cotidiano, é uma das únicas exigências dos atletas, tidos como hóspedes muito tranqüilos pela gerente de operações do hotel, Camila Miqueri. A mesma tranqüilidade, porém, não se reflete no trânsito em frente ao Deville. Ontem, pouco depois das 15 horas, a agente de trânsito Kelly Cristina chegou a ser alvo de reclamação esbravejada de motorista irritado, enquanto ajudava a fechar a Avenida Isaac Póvoas para que dois atletas norte-americanos retardatários entrassem no ônibus da delegação, no outro lado da rua. Antes deles, um ônibus com a delegação de Cuba, que se dirigia para o ginásio Aecim Tocantins, causou o mesmo problema. O custo: uma das principais avenidas da cidade parada por alguns minutos, repleta de cones da SMTU, ônibus parados ao sol e motociclistas quase sem conter a pressa de acelerar. O pessoal tem que ter paciência, justificou Kelly, pois um evento como a Copa América de Vôlei é algo raro em Cuiabá.