ESPORTES
Sexta-feira, 29 de Junho de 2007, 19h:42
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Ataque da seleção nos últimos jogos é o pior desde 2001
A fraca produção do ataque da seleção brasileira, que marcou apenas dois gols nos últimos quatro jogos, é a segunda pior dos últimos 15 anos: a equipe de 2001, comandada por Emerson Leão, teve desempenho pior e o treinador acabou demitido assim que o Brasil foi eliminado da Copa das Confederações da Coréia do Sul e Japão. Esse dado e a declaração recente do técnico Dunga de que "o mais difícil é fazer gol" destoam da média de gols na primeira rodada da Copa América. Foram 24, em seis partidas, ou seja, quatro por jogo, a melhor média desde 1963. No coletivo de ontem, houve outro placar magro: 1 a 0 para os titulares, com gol do lateral Maicon. Os atacantes Vagner Love, entre os titulares, e Afonso, que jogou pelos reservas, não conseguiram fazer o que mais se espera deles. Vagner Love e Afonso têm deixado a desejar nos treinos, assim como passaram em branco na derrota para o México. Os dois poderiam ter a posição ameaçada por Fred, que mostrava nos treinos mais habilidade e maior presença na área, mas ele já está de volta ao Brasil por causa de uma fratura no pé direito. Nos treinos desde a apresentação do grupo, em Teresópolis, dia 12, e até mesmo nos amistosos anteriores, contra Inglaterra e Turquia, ficou claro o isolamento dos atacantes. Dunga não investiu na correção desse problema e a falta de alguém ao lado para tabelas e troca de passes se repetiu no primeiro tempo do jogo com o México. Como tem notado que os atacantes não fazem gols, Dunga dá ênfase a escanteios e faltas laterais, com a presença dos zagueiros Alex e Juan na área, para tentar uma cabeçada. Também insiste nas cobranças de bola parada próximas à meia-lua - jogada na qual o lateral Kleber tem o melhor aproveitamento. O atleta do Santos é reserva de Gilberto. TRISTEZA - O atacante Fred deixou o hotel da seleção no início da tarde, com muletas e uma bota especial no pé direito, local da fratura sofrida no treino de quinta-feira. Abatido, disse que vai ficar na torcida dos colegas, em Belo Horizonte. "Eu planejava coisa melhor para mim nessa Copa América. Mas a contusão me tirou da competição. Por sorte, é mais simples do que parecia e em quatro semanas devo estar recuperado. Agora, vou torcer pelo sucesso do time, de longe."