ESPORTES
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010, 20h:57
A
A
Atacante diz estar pronto para ser artilheiro da Copa
Duas vezes na história das Copas o artilheiro foi argentino. O primeiro foi Stábile, no Uruguai, em 1930, com oito gols. O outro foi Kempes, que fez seis gols, no Mundial de 1978, na própria Argentina. Pois Gonzalo Higuaín está pronto para ser o terceiro. "Será um grande desafio ser o artilheiro, mas estou pronto para tentar este enorme feito", disse o atacante do Real Madrid, que fez três gols na goleada sobre a Coreia do Sul, ontem, no estádio Soccer City, em Johannesburgo. Humilde, o centroavante, de 22 anos e 1,82 metro, prefere pensar de forma coletiva. "O mais importante foi ter conquistado esta vitória importantíssima, que praticamente nos coloca na disputa das oitavas de final", disse Higuaín, eleito o melhor jogador da partida. Atacante do Real Madrid desde dezembro de 2006, Higuaín afirmou que não se incomodou com as críticas após passar em branco diante da Nigéria na estreia da Copa, quando a Argentina venceu por 1 a 0 e ele perdeu muitas oportunidades. "Não podemos nos entregar às pressões. É preciso ter tranquilidade para que quando surgirem as chances, sejam aproveitadas". E continuou: "É normal para um atacante ter de fazer gols, ainda mais quando se atua em uma seleção. Com o passar dos jogos da Copa, vamos melhorando nossa produção. Hoje (quinta), o time soube definir bem as oportunidades que criou". Higuaín demonstrou confiança em seus companheiros e em Diego Maradona. "Estamos aqui para ganhar o Mundial. Mas ainda é muito cedo. Temos de pensar já no próximo jogo com a Grécia e seguir trabalhando forte para manter o moral elevado do grupo", disse o camisa 9, que não soube responder quando havia marcado três gols em um jogo pela última vez. Filho de Jorge Higuaín e irmão de Federico Higuaín, que foram jogadores profissionais do River Plate, o atacante também iniciou a carreira no tradicional clube de Buenos Aires. Nasceu em Brest, na França, mas se mudou logo para a Argentina. HISTÓRIA - O atacante português Pauleta foi o último jogador a marcar três gols em uma mesma partida de Copa do Mundo. Foi na vitória de Portugal sobre a Polônia, em 2002, na Ásia. Pelo lado argentino, Stábile marcou três vezes no Mundial de 1930 e Batistuta conseguiu realizar o feito em 1994 e 1998.