As polêmicas envolvendo a final da Copa Sul-americana entre São Paulo e Tigre parecem estar longe do fim. Ontem, tanto o técnico Néstor Gorosito quanto o presidente Rodrigo Molinos teceram pesadas críticas à equipe do Morumbi, lembrando das confusões que culminaram com o título tricolor. Escutar as barbaridades que disse o presidente [Juvenal Juvêncio, do São Paulo] e principalmente o treinador [Ney Franco] te dão um sentimento de impotência, porque mancha a luta pela qual os nossos jogadores e diretores passaram. O técnico é um maricón. Quando ele vêm aqui, são os reis da cortesia, mas lá nos chamam de covardes. Uma loucura, disse Gorosito à Rádio La Red. O técnico se referiu às declarações da dupla são-paulina após a partida, quando Juvenal afirmou que o fato de o Tigre ter abandonado o jogo no intervalo era a maior vitória tricolor, enquanto Ney chamou o time argentino de covarde. Já as críticas de Rodrigo Molinos foram dirigidas também ao presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, por ter comparecido à celebração do título são-paulino. O mandatário da equipe argentina prometeu ainda a utilização de medidas judiciais contra o clube do Morumbi. O que Leoz fez foi incompreensível. Queremos que o São Paulo sofra sanções desportivas e econômicas. Como clube, vamos defender nossos interesses, garantiu em entrevista à Rádio ESPN da Argentina. Logo depois do final do primeiro tempo, os jogadores do Tigre discutiram fortemente com o elenco são-paulino, sendo necessária a intervenção de seguranças para separar as equipes. Após o fim do intervalo, o time argentino se recusou a voltar a campo, alegando ter sido agredido por policiais e ameaçado com armas de fogo pelos seguranças do estádio. A ausência dos atletas do Tigre no segundo tempo acabou dando o título ao São Paulo.