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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013, 23h:13

LIBERTADORES

Árbitro erra e Corinthians é eliminado

Com falhas da arbitragem que não deu um pênalti e anulou dois gols, o Corinthians só empatou com o Boca e acaba sendo eliminado

Doze anos depois, Juan Román Riquelme voltou a ser decisivo contra um grande paulista. De novo, a arbitragem interferiu no resultado do confronto, agora com um pênalti não dado e dois gols mal anulados. Em 2013, quem mudou foi a vítima. Se das duas primeiras vezes que esteve na cidade o camisa 10 destruiu o sonho do bi do Palmeiras, desta vez repetiu a dose com o Corinthians. Com um golaço, ele desequilibrou o jogo para o Boca, que arrancou o empate por 1 a 1 e acabou com o sonho alvinegro de dominar a América pelo segundo ano seguido. Com o 1 a 0 que os argentinos já tinham aplicado na Bombonera, há duas semanas, o Boca avançaria às quartas da Copa Libertadores sem contestação. O problema foi a atuação de Carlos Amarilla, decisivo nesta quarta. Ainda antes de os visitantes abrirem o placar, o veterano árbitro havia ignorado um pênalti e anulado de maneira equivocada um gol de Romarinho, além de ter invertido algumas faltas que irritaram os corintianos. Um roteiro muito parecido com aquele que viveu o Palmeiras em 2001, quando encarou o Boca Juniors de Riquelme na semifinal da Libertadores. Na ocasião, o também paraguaio Ubaldo Aquino deixou de dar dois pênaltis para o Palmeiras e anotou um irregular para o time da casa no 2 a 2 na Argentina. Em São Paulo, um novo empate, com show do 10 visitante, levou o jogo para os pênaltis e eliminou a equipe alviverde. Desta vez, todos esses elementos se juntaram em uma partida só. O primeiro lance decisivo de Amarilla foi logo aos 9 minutos, quando em uma disputa na área, Marin encostou a mão na bola. O juiz não só ignorou como deu amarelo para Emerson Sheik por reclamação. Aos 26 minutos, Romarinho saiu na cara do gol após bela assistência de Emerson. Aos trancos e barrancos, ele driblou Orion e marcou, mas o árbitro anulou alegando impedimento, novamente equivocado. O lance mexeu com os corintianos, que reclamaram e pareceram esquecer momentaneamente de Riquelme. No lance seguinte, o maestro argentino recebeu na direita, percebeu Cássio adiantado e bateu de muito longe. Um golaço, que forçaria o Corinthians a fazer três gols para tentar a vaga. Os brasileiros reagiram com a calma que lhe é peculiar. Sem desespero, não tiveram vergonha de trocar passes na intermediária e só chutariam a primeira bola dez minutos depois, em uma finalização de Emerson prensada pela zaga. Com Paulinho e Danilo jogando bem, o Corinthians só não assustaria mais por conta da grande partida do Boca. CORINTHIANS - 1 Cássio; Alessandro (Edenílson), Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf e Paulinho; Romarinho (Alexandre Pato), Danilo (Douglas) e Emerson; Guerrero. Técnico:Tite BOCA JUNIORS – 1 Orión; Marín, Caruzzo, Burdisso e Clemente Rodríguez; Erbes (Bravo), Somoza, Erviti e Sánchez Miño; Riquelme (Viatri); Blandi (Zárate). Técnico: Carlos Bianchi Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP) Árbitro: Carlos Amarilla (PAR) Assistentes: Rodney Aquino e Carlos Cáceres (ambos do PAR) Público: 36.319 pagantes (total de 38.445) Renda: R$ 2.709.112,50 Gols: Riquelme, aos 24 minutos do primeiro tempo E Paulinho, aos 5 minutos do primeiro tempo; BOCA JUNIORS:

Edição EDIÇÃO 16967




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