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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012, 20h:23

CORINTHIANS

Após fracasso no Paulista, Gobi teme pela Libertadores

Com o fracasso do Corinthians no Campeonato Paulista, o sonho da Copa Libertadores ficou ainda mais evidenciado. A queda precoce nas quartas de final para a Ponte Preta não será motivo para protestos da torcida, mas a diretoria já prepara o terreno para evitar uma crise em caso de eliminação no torneio continental. Logo após a derrota de domingo no Pacaembu, o presidente Mário Gobbi tratou de, mais uma vez, diminuir a obsessão corintiana pelo título inédito da Libertadores. Preocupado com possíveis atos de violência, como aqueles que ocorreram em 2011 depois da eliminação na repescagem para o colombiano Tolima, ele disse que esta não será a última chance de vencer o principal torneio sul-americano, cuja taça já foi levantada pelos principais rivais. "É apetitoso que se tenha expectativa sobre esse título, mas nós não podemos entrar nessa pilha. O mundo não vai terminar em 2012. Se não acontecer, o mundo não terminou. Nem por isso precisa quebrar ônibus, invadir o CT", disse o dirigente, que pediu voz ainda no Pacaembu. "Nós queremos ganhar? Queremos, mas não posso sair que nem um louco, doido varrido, para ganhar. Não é assim que vai ganhar. É com trabalho, com tranquilidade, com o time jogando". No ano passado, quando o presidente era Andrés Sanchez, descontentes com o vexame do time na Libertadores, corintianos picharam os muros do Parque São Jorge e depredaram alguns veículos estacionados no CT Joaquim Grava. O pesado clima de insatisfação levou o lateral Roberto Carlos a deixar o clube – pouco depois, foi a vez de o atacante Ronaldo anunciar sua aposentadoria. Para Gobbi, a culpa disso tudo é da imprensa. "Cria-se uma pilha tão grande em cima disso (da conquista inédita da Libertadores), depois acontecem certos fatos e dizem que são os vândalos. Eles são crias do que o sistema informa a eles. Nós queremos ganhar, mas se não ganhar não tem problema. Tem Brasileiro. O Corinthians não vive de Libertadores. O Corinthians vive da história dele", concluiu o delegado de polícia.

Edição EDIÇÃO 16968




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