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Sábado, 05 de Julho de 2008, 15h:13

SÉRIE A

Antônio Lopes escala Vasco ofensivo

Técnico entende que diante do Figueirense, mesmo jogando fora do Rio de Janeiro, é preciso atacar sempre para buscar um resultado positivo

Mesmo indo a Santa Catarina enfrentar o Figueirense, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, hoje, às 15 horas, o técnico Antônio Lopes promete uma equipe bem ofensiva para buscar a primeira vitória do Vasco fora de São Januário. Esta será a primeira partida da equipe cruzmaltina com Roberto Dinamite na presidência. Antônio Lopes já antecipou que irá usar o quarteto Morais, Jean, Edmundo e Leandro Amaral no Sul do País. A idéia do treinador é criar confusão no sistema de marcação catarinense, com uma equipe que se movimentará constantemente. "O Jean irá mudar de posição com o Leandro e até com o Edmundo com muita freqüência. Quero bastante movimentação na frente", pede Antônio Lopes. Ao mesmo tempo, porém, os atacantes precisarão estar bem sintonizados para não deixarem espaços no meio-de-campo e voltar para ajudar na marcação e, conseqüentemente, não sobrecarregar a defesa. Depois de longo período, a torcida vascaína poderá rever em campo a camisa número 11, eternizada por Romário. O ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, havia aposentado o número em homenagem ao craque. Roberto Dinamite, novo mandatário vascaíno, sempre foi contrário à medida e queria que ela fosse "resgatada". Para sua alegria, nem precisou entrar em delicada questão diplomática. O próprio Romário entrou em contato para disponibilizar a camisa. "Foi muito legal essa atitude do Romário. Mostra o tipo de pessoa que ele é. Sempre achei que a melhor maneira de lembrar alguém era deixar a camisa viva, sendo usada por outros jogadores, para que toda a garotada possa usar", disse Roberto. "Se for esse o time, iremos marcar muitos gols. Nos coletivos deu certo e acho que dará também no jogo", aposta Leandro Amaral, provável novo herdeiro da camisa 11 de Romário. "Só precisaremos de equilíbrio entre atacar e marcar". A ousadia de Antônio Lopes faz pleno sentido, mesmo atuando como visitante. O Figueirense é a pior defesa do campeonato (e o ataque não está entre os melhores). Já equipe cruzmaltina soma 11 pontos e quer deixar o miolo da tabela para se aproximar dos líderes. A única dúvida de Antônio Lopes está no gol. Tiago pegou uma virose no início da semana, mas treinou bem nos últimos dias e deve atuar. Caso contrário, Roberto toma a posição. O sistema defensivo é a principal preocupação do técnico do Figueirense, Paulo César Gusmão, para a partida de hoje, no Orlando Scarpelli. O time tem a pior defesa do Brasileiro, com 20 gols sofridos nas primeiras oito rodadas (média de 2,5 por partida), e PC resolveu promover a entrada do volante Magal no meio-de-campo, no lugar de Ramon, e do zagueiro Bruno Perone, que substitui o contundido Asprilla. Durante a semana, três reforços chegaram, todos na parte defensiva: o volante Jackson e o zagueiro Renato, que disputaram o Campeonato Paulista pelo Guaratinguetá, e o volante Leandro Carvalho, que começou a carreira no Botafogo e foi campeão goiano pelo Itumbiara. Nenhum deles, no entanto, deve ser titular diante do Vasco - Leandro Carvalho, que já está com a documentação regularizada, deve ficar no banco de reservas. FIGUEIRENSE Wilson; Anderson Luis, Bruno Perone, Bruno Aguiar e Leandro Soares; Diogo, Magal, Cleiton Xavier e Marquinho; Tadeu e Wellington Amorim. Técnico - Paulo César Gusmão. VASCO Tiago (Roberto); Eduardo, Jorge Luiz e Rodrigo Antônio; Wagner Diniz, Jonílson, Pablo, Morais e Jean; Leandro Amaral e Edmundo. Técnico: Antônio Lopes.

Edição EDIÇÃO 16961




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