Anderson não é mais um meia ofensivo. Mas também não gosta de ser chamado de cabeça-de-área ou de volante. Em suas próprias palavras, diz apenas que joga "no meio" e acha que há um erro de avaliação nos que o enxergam como um volante no time do Manchester United. "A gente jogava com dois meio-campistas e quatro atacantes. Às vezes eu era atacante, às vezes meio-campista. Mas nunca volante defensivo", diz. No único treino coletivo antes do amistoso de hoje contra a Venezuela, Dunga o escalou numa faixa de campo intermediária, à frente de Gilberto Silva (o único cabeça-de-área), ao lado de Elano e atrás de Robinho, o armador da equipe. É a chamada "formação losango" de meio-de-campo. "Eu me sinto muito bem nessa função. Foi uma idéia do Sir Alex (Ferguson, técnico do Manchester United). Tenho liberdade para atacar e, quando estivermos sem a bola, volto para cercar." Anderson fala com um sotaque esquisito. Mistura o acento gaúcho com expressões tipicamente portuguesas, apesar de ter ficado só um ano e meio no Porto. Na Inglaterra, fala pouco inglês - passa a maior parte do tempo com Cristiano Ronaldo e Nani, o outro português do elenco.