ESPORTES
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008, 22h:16
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Ambulantes reclamam do pouco movimento e da Prefeitura
Se dentro do ginásio Aecim Tocantins o consenso era de superioridade da seleção brasileira, que atropelou a Venezuela por 3 sets a 0, fora do jogo todos concordavam que os negócios vão mal. Pelo menos para os vendedores ambulantes, a Copa América de Vôlei e o faturamento obtido durante o evento não rendem motivos para festa. Segundo eles, a Prefeitura proibiu que pudessem instalar as barracas na área de entrada do ginásio, deixando-os no lado oposto da rua de acesso. Para a vendedora de cachorro-quente Marlene Terterelia, 52 anos, apesar dos ambulantes serem contribuintes, há uma verdadeira discriminação com o trabalho informal. O pessoal tá todo triste, revela, apontando para os demais comerciantes, desiludidos. José Santos, de 42 anos, prefere ser chamado de Zezinho do Espetinho e faz questão de frisar que é pai de família e eleitor. Ele aponta que a organização desorganizada em relação às barracas dos ambulantes chega a ser perigosa, pois os clientes têm de atravessar a rua para comprar. Clientes como mães com crianças de colo, por exemplo, nem se arriscam a atravessar a rua com tanto movimento. Enquanto isso, dentro do ginásio, um grupo privilegiado de comerciantes fatura. Segundo Zezinho, eles seriam contratados do próprio evento. Lá é o filé, aqui é o couro de pescoço, compara, lembrando que suas mercadorias não são roubadas, que ambos são eleitores e pagam o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços). Com 27 de seus 66 anos vendendo pipoca, Armindo Ferreira diz que trabalha fora do Aecim Tocantins sem se iludir. De fato, até a metade do jogo do Brasil ontem, ele só tinha vendido 15 sacos de pipoca e não achava que venderia muito mais até o final. Diferente seria se trabalhasse lá dentro. Esse negócio é rendoso mesmo pro ginásio.