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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 19h:02

Verdadeiras bandeiras

Bandeira é um dos mais reverenciados símbolos da brasilidade e, de igual modo, de todos os países do mundo desde tempos imemoriais. O mesmo tratamento também lhe é dispensado por estados, municípios, instituições, entidades esportivas e um variado leque de organizações. No Brasil, 19 de novembro é o Dia da Bandeira, pois em igual data no ano de 1889 o Pavilhão Brasileiro foi reconhecido como tal e suas cores com predominância verde e amarela se transformaram em abre-alas internacional deste que é maior país da América do Sul. Metaforicamente a Bandeira Brasileira, que nesta data é homenageada, ganha incontáveis formas e até mesmo espaço no abstrato. Tudo que o Estado defende é Bandeira, toda boa causa popular, idem. Na quinta-feira, 17, às vésperas do Dia da Bandeira a população várzea-grandense ganhou o Residencial Gilson de Barros, construído no Bairro Souza Lima e que oferecerá moradia digna a 1.260 cidadãos. Esse conjunto é peça da engrenagem conjunta da política habitacional compartilhada pela União e o governo de Mato Grosso. Para as famílias de Várzea Grande que foram contempladas com moradia no Residencial Gilson de Barros, aquele conjunto habitacional é verdadeira Bandeira, porque o mesmo lhes oferece oportunidade de viver com dignidade em casas de alvenaria numa área com infraestrutura. A denominação do Residencial é pequeno gesto de reconhecimento de Mato Grosso ao combativo ex-deputado federal e jornalista Gilson de Barros, que nos idos do regime de chumbo nunca se curvou ao poder imposto pelas baionetas com a conivência de políticos oportunistas. Bandeiras iguais a essa do Residencial Gilson de Barros precisam ser hasteadas em Cuiabá e nos demais municípios em respeito à memória dos homenageados e para que sirvam de inspiração às novas gerações. Ontem, Mato Grosso perdeu o ex-deputado estadual Kazuo Sano, que travou dolorosa e longa luta contra o inimigo silencioso chamado diabetes. O nome de Kazuo é uma Bandeira e precisa receber a devida homenagem do Estado e de municípios. Mato Grosso tem perdido muitas Bandeiras e, ainda que inconscientemente, contribui para a volatilização de grandes nomes que foram pedreiros de sua construção social, cultural, econômica, política e esportiva. O Dia da Bandeira deveria servir de reflexão à Assembleia Legislativa. Os parlamentares precisam rever muitas denominações de próprios governamentais que desconsideram a base da coluna humana mato-grossense e que sequer observam critérios regionais. A imponente Bandeira Brasileira – com seu Hino – merece todo respeito, porque simboliza a Pátria e sua gente, mas na maioria dos casos o verdadeiro Pavilhão é o ser humano, é Gilson de Barros, é Kazuo Sano, Névio Lotufo, Gabriel Müller, Joaquim Francisco de Assis, Ênio Pipino, Ariosto da Riva, Zé Paraná, Padre Firmo. Que os deputados reflitam porque a História mesmo sendo perpétua não tem espaço para vácuos. Que os deputados reflitam porque a História mesmo sendo perpétua não tem espaço para vácuos

Edição EDIÇÃO 16962




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