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Editoriais
Quarta-feira, 08 de Junho de 2011, 21h:03

Velho e bom caminho

Bem antes da pavimentação da BR-364, obra realizada no começo da década de 1970, a ligação rodoviária de Cuiabá com São Paulo via Rondonópolis cruzava os municípios de Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço pelas bordas do Pantanal. Esse trajeto atravessava o perímetro urbano da sede do Distrito de Paz de Fátima de São Lourenço, ora pertencente a Juscimeira. Sem nenhuma explicação o trajeto da rodovia foi alterado para a Serra de São Vicente onde se localiza o Instituto Federal de Educação (antiga Escola Agrícola São Vicente). Com a mudança a região pantaneira antes movimentada tornou-se área praticamente vazia. Rondonópolis sempre defendeu o trajeto original da rodovia e mais recentemente um movimento que reúne entidades e políticos daquela cidade decidiu deflagrar luta pelo restabelecimento da antiga rota, sem prejuízo da atual, que se encontra a um passo do estrangulamento pelo intenso tráfego de veículos nos dois sentidos. Dentre as vozes em defesa da rota antiga se destacam o Rotary Club, que mobiliza a sociedade, e o deputado federal republicano Wellington Fagundes, que é autor de proposta na Câmara para a federalização da MT-040 que tem trajeto sem pavimentação nos municípios de Juscimeira e Santo Antônio de Leverger. Esta rodovia integra a malha entre Cuiabá e Rondonópolis, que também conta com a Rodovia João Antônio Fagundes/João Baiano (MT-270). Pavimentar a ligação de Cuiabá com Rondonópolis pela rota antiga significa desafogar o tráfego na BR-364 e a criação de um corredor do ecoturismo numa das regiões mais bonitas do Pantanal Mato-grossense. Além disso, essa obra se executada criará perspectiva de desenvolvimento para uma região que mesmo situada entre os dois principais polos do Estado encontra-se no mais absoluto abandono. Para mostrar a relevância da rota antiga e assim sensibilizar o governo estadual, bancada federal, Assembleia e a presidente Dilma Rousseff o movimento idealizou uma carreata entre as duas cidades, o que acontecerá no próximo sábado. O ponto final da viagem será fora do roteiro, numa chácara nas imediações de Barão de Melgaço, onde os participantes serão recebidos por autoridades locais. O deslocamento do eixo da BR-364 entre Cuiabá e Rondonópolis não foi o único no Estado. Nos anos 1980, essa mesma rodovia foi preterida na ligação de Mato Grosso com Rondônia e Acre. Em nome da Segurança Nacional os militares que exerciam o poder no regime ditatorial mudaram a rota para a faixa de fronteira, pela BR—174 que cruza Cáceres e Pontes e Lacerda, deixando o trajeto original abandonado em seu principal trecho no Chapadão do Parecis. Recentemente o DNIT inaugurou a pavimentação que liga Diamantino à malha viária alimentadora da nova rota para Rondônia devolvendo à BR-364 seu papel de interligar Mato Grosso a Rondônia e Acre, mas sem prejuízo da rota mais nova. É preciso que o mesmo aconteça com a ligação de Cuiabá com Rondonópolis. O deslocamento do eixo da BR-364 entre Cuiabá e Rondonópolis não foi o único no Estado

Edição EDIÇÃO 16962




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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