Editoriais
Quinta-feira, 14 de Abril de 2011, 21h:00
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Várzea Grande
Várzea Grande atravessa turbulência institucional que resulta em grave prejuízo administrativo, social e econômico. Enquanto grupos políticos se engalfinham na luta pelo poder o município é tomado por letargia que o deixa em desvantagem na corrida desenvolvimentista. A rotatividade no exercício do cargo de prefeito dentro do mandato sempre acontece por decisão política da Câmara Municipal ou por sentença judicial, sendo que ambas tem respaldo legal e são passíveis de recursos até a última instância do Judiciário. A legislação brasileira é perfeita no tocante ao mandato de prefeito, para o qual estabelece vigência de um quadriênio podendo ser renovado por igual período, caso haja reeleição. Trocar precocemente o titular da prefeitura implica em mudar o secretariado e outros escalões administrativos, o que inevitavelmente resulta em alterações de planos de governo e, em alguns casos, desmotiva o funcionalismo público. Ainda que ocorra somente uma mudança de prefeito os problemas afloram. Quando a prefeitura entra em ritmo de rotatividade geralmente surge clima de desconfiança entre o cidadão e a classe política, o que é nocivo também ao processo democrático. Em Várzea Grande, desde a posse do prefeito republicano Murilo Domingos, em janeiro de 2009, há crise política rondando a prefeitura. Ora se falava em atrito entre Murilo e seu vice e correligionário Tião da Zaeli. Ora se aventava a possibilidade de renúncia do primeiro para que o outro assumisse. Essa situação ganhou complicador com a Câmara Municipal afastando o prefeito e o vice, o que levou ao poder o seu presidente, João Madureira (PSC). Decisões políticas tomadas em plenário pelos vereadores e liminares judiciais promovem a chamada sanfona do poder fecha e abre; abre e fecha. Depois de marchas e contramarchas o vice Tião da Zaeli está à frente do município. Sem prejuízo de apuração de supostos atos ilícito na gestão pública. Sem tolher a soberania da Câmara Municipal e acatando sempre as sentenças judiciais, mas ainda assim Várzea Grande tem que ser maior que seus problemas intestinais enxergando além da linha do horizonte. À direita do rio Cuiabá, em Várzea Grande, enquanto prefeito, vice-prefeito e vereadores discutem o ontem, esquecendo-se do hoje e do amanhã, na margem esquerda desse rio, na Capital mato-grossense, investidores apostam alto em hotelaria e outras atividades embaladas pela Copa do Pantanal de 2014. Também enquanto o cenário fervilha em Várzea Grande, Rondonópolis se mobiliza para a chegada do trem no próximo ano; Barra do Garças traça planos para abastecer paraenses e tocantinenses tão logo a BR-158 fique pronta; Sinop se agita para ser metrópole regional com influência no oeste do Pará, com a conclusão da BR-163; e Cáceres vibra com a consolidação de sua Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A cidade de Couto Magalhães é maior que os problemas políticos que teimam em estrangulá-la. Tomara que rapidamente ela encontre o caminho perdido nas trevas da luta entre aqueles que deveriam mantê-la nos trilhos. A cidade de Couto Magalhães é maior que os problemas políticos que teimam em estrangulá-la