NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

Editoriais
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009, 20h:16

Uma nova América

A Cúpula das Américas que se realizou no fim de semana em Trinidad Tobago, reunindo 34 chefes de Estado e de governo do continente, provavelmente ficará na história como a mais importante e promissora entre as cinco edições até agora realizadas. Mais do que consensos sobre políticas específicas, a reunião gerou expectativas e promessas e foi marcada por gestos eloquentes. Cuba, o único país da região que não compareceu, por não pertencer à Organização dos Estados Americanos (OEA), foi uma presença constante nos debates de bastidores e nas declarações públicas. E Barack Obama, chefe da maior potência do continente e do mundo, conseguiu, em declarações surpreendentes, estabelecer um sentido de convivência igual e democrática, numa atitude que reduz a retórica antiamericanista presente em especial nos países do bloco bolivariano liderado pelo venezuelano Hugo Chávez. Vinte anos depois do fim da Guerra Fria, os ventos desse episódio histórico parecem chegar fortes para atingir também a ilha de Cuba e seu governo. A coleção de gestos à margem dos debates incluiu, além dessa proposta de uma “aliança dos iguais” enfatizada por Obama, outros no mesmo sentido. A atitude de humildade e de claro abandono de qualquer indício de prepotência, expressa por exemplo na declaração de Obama de que viera à reunião “para aprender”, deu o tom de convivência amistosa entre os governantes. O presidente Hugo Chávez estendeu a mão a seu colega norte-americano com uma oferta igualmente surpreendente: “Quero ser seu amigo”. De qualquer maneira, a Declaração de Port of Spain foi mais precisa nas aspirações de um continente que precisa preservar-se diante da crise mundial e da necessidade de preparar-se para o mundo novo que dela emergirá. O item 5º de uma declaração de 97 pontos sintetiza, de alguma maneira, essas aspirações continentais. “Nós afirmamos”, diz a declaração, “que as soluções para os desafios de nossas nações são estreitamente dependentes de nossos esforços para promover desenvolvimento sustentável e inclusão social; construir instituições democráticas mais fortes; fortalecer a governança de nossas democracias; preservar o império do direito e assegurar o acesso universal à justiça; proteger e promover os direitos humanos e as liberdades fundamentais; prevenir e combater a violência, o crime, o terrorismo e a corrupção; combater o problema global da droga e dos crimes relacionados e conquistar uma mais ampla participação cívica dos cidadãos”. A declaração é inequívoca quanto à promoção da democracia, dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, questões que, de alguma maneira, marcarão as condições para o entendimento no coração do continente. Está correta a conclusão expressa no documento final do encontro de Trinidad Tobago: as conquistas das aspirações e metas para as Américas dependem de democracias fortes, boa governança e segurança jurídica para cidadãos e instituições. “A declaração é inequívoca quanto à promoção da democracia”

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL