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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007, 19h:07

UFMT 37 anos

Na Amazônia mato-grossense havia apenas Diamantino, Aripuanã e Porto dos Gaúchos. No Intervales, duas cidades: Barra do Garças e Luciara. Na fronteira, Cáceres e Vila Bela da Santíssima Trindade. O vazio populacional dessa imensa área levou o governo ao slogan: “Integrar para não entregar”. Dentro desse espírito, em 10 de dezembro de 1970, o presidente Emílio Garrastazu Médici criou a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), chamada de Uniselva. À época com 100.860 habitantes, sem ligação asfáltica com as demais cidades e com energia gerada por conjuntos termelétricos, a capital mato-grossense ganhava a UFMT, universidade pública afeta ao Ministério da Educação e que teve como embrião a fusão da Faculdade de Direito de Cuiabá e o Instituto de Ciências e Letras de Cuiabá. Para conduzir a universidade, o governo nomeou o médico Gabriel Novis Neves para sua reitoria. Apesar de criada nos anos de chumbo, a UFMT sempre foi uma ilha de liberdade, democracia e fonte permanente de geração de conhecimento e ciência. Ao longo de sua trajetória criaram-se campi no interior contemplando Rondonópolis, Pontal do Araguaia (ao lado de Barra do Garças) e Sinop. O processo de interiorização da universidade é lento, complexo e gera reclamações Mato Grosso afora. No entanto, a demanda universitária fora da área metropolitana de Cuiabá é parcialmente atendida pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), instituição capilarizada nos diversos quadrantes do Estado. Em 37 anos de existência a UFMT se inseriu de tal modo no cotidiano de Cuiabá, que já se funde e se confunde com a própria cidade que a abriga. No campus principal, na capital, e nos campi interioranos, mais de 20 mil estudantes estão matriculados em quase 70 cursos de graduação e 60 de especialização. Esses números, juntamente com o quadro docente de 930 professores e 1.760 servidores, não deixam dúvidas quanto à dimensão da universidade. O reitor da UFMT, Paulo Speller, responde por uma instituição que é um dos principais pilares de Mato Grosso. Nessa condição cabe a Speller promover uma gestão à altura das tradições da universidade, para que ela seja cada vez mais o centro irradiador de cidadania, ciência e conhecimento que sempre a caracterizou. O Diário participou da luta e acompanhou a tramitação para a criação da UFMT. De igual modo cobriu sua inauguração, seus primeiros momentos e sempre esteve ao seu lado ao longo desses 37 anos. Hoje, quando a universidade dá o primeiro passo rumo ao 38º ano, o Diário renova seu compromisso de se manter ao seu lado, defender suas causas e de compartilhar sua luta permanente pela qualidade e democratização do ensino superior. Parabéns! “Apesar de criada nos anos de chumbo, a UFMT sempre foi uma ilha de liberdade”

Edição EDIÇÃO 16960




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