NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

Editoriais
Quinta-feira, 04 de Junho de 2009, 19h:43

Terminal da discórdia

Ao anunciar as primeiras ações do Estado, após a definição de Cuiabá como uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, no começo desta semana, em reunião com o seu secretariado, o governador Blairo Maggi (PR) chamou a atenção para o fato de que um dos grandes desafios para a maioria das cidades escolhidas para sediar os jogos são os aeroportos. Obviamente, Cuiabá se insere nessa relação, até porque, a exemplo do que ocorre em algumas capitais, o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, peca, sobretudo, pela falta de capacidade para atender à demanda, conforme estudos de entidades ligadas ao setor. Muito embora, é bom que se registre, projeções da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) indiquem que o setor prevê investimento de cerca de R$ 6,2 bilhões entre 2009 e 2012, para compensar esse déficit de capacidade. Esse valor é quase três vezes superior ao aplicado entre 2005 a 2008. No caderno de intenções que entregou, em fevereiro, por ocasião da visita de inspeção do comitê gestor da entidade, o Comitê Pró-Copa em Cuiabá entregou dois projetos visando adequar o Aeroporto Marechal Rondon às exigências da Fifa. Um prevê que as obras de reforma e ampliação sejam concluídas; o outro aponta para a construção de um novo terminal, com a frente voltada para Avenida 31 de março, no bairro Cristo Rei. O governador Maggi já se manifestou a favor da construção de um novo terminal, a decisão final será da Infraero. A empresa, por sinal, já definiu que a primeira etapa do projeto compreenderá a reforma e a ampliação do setor A, destinado à localização de órgãos públicos, como Polícia Federal e administração aeroportuária. O setor B terá desembarque de vôos domésticos e internacionais. As obras já foram licitadas e estão na fase de contratação. A previsão de investimentos é de R$ 31 milhões. Nas ações destinadas a preparar Cuiabá – e Mato Grosso, por extensão – para a Copa de 2010, vale salientar, não é conveniente meio-termo entre as entidades envolvidas no processo. No caso específico do aeroporto, é oportuno alertar que o terminal, entre todas as grandes obras de infraestrutura previstas para a Copa, simplesmente vai se constituir numa das principais portas de entrada da capital mato-grossense. O novo aeroporto também será, doravante, um fator a mais para que se intensifiquem as campanhas para que Cuiabá volte a ser um mercado competitivo no setor de turismo, com opções variadas para viagens internacionais. Infelizmente – e isso vem de longa data -, de internacional mesmo o terminal aéreo da capital tem apenas a sua identificação.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL