Editoriais
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011, 20h:16
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Solução para o trânsito
Toda intervenção do Poder Público no trânsito, sobretudo o urbano, causa transtorno aos usuários e essa situação é ainda mais acentuada em áreas a um passo do estrangulamento como ora se verifica em Cuiabá. A limitada malha viária urbana da Capital mato-grossense não suporta mais o fluxo de veículos. Essa situação se agrava a cada dia que passa, porque aumenta a frota e não há investimentos nem intervenção de engenharia de tráfego para minimizar os grandes engarrafamentos que se verificam principalmente nas vias expressas e rotatórias. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) de Cuiabá não tem plano elaborado para aplicar e, com ele, tentar reverter os gargalos que atravancam a movimentação de carros, motos e pedestres. Essa situação é altamente preocupante, porque o caos que se vislumbra para breve foi desenhado no cotidiano ao longo dos últimos anos diante da inércia administrativa. A indecisão reinante não permite sequer a adoção - ou sua rejeição do rodízio de veículos em Cuiabá, para reduzir a frota circulante. Ou seja, a SMTU trata com desdém esse assunto tão complexo e que interfere diretamente na vida da população. Enquanto o caos do trânsito se instala, tudo que se vê por parte da prefeitura é a aquisição de pardais eletrônicos para lavratura de autos de infração, o que certamente será rentável aos cofres municipais, mas em nada contribuirá para a solução do problema. Cuiabá não pode permanecer de braços cruzados à espera das obras de mobilidade urbana para a Copa do Pantanal. Até que elas sejam realizadas é preciso adotar medidas eficazes para reduzir os problemas causados pela incapacidade da malha viária urbana de suportar a movimentação dos ônibus, automóveis, caminhões, utilitários e motos. A prefeitura tem que agir em busca de saídas ainda que paliativas, mas que sejam capazes de minimizar a situação até que a União e o Estado realizem as obras de mobilidade urbana. Para tanto é preciso debater o problema além da esfera administrativa pública municipal, o que exigirá compartilhá-lo com técnicos da Universidade Federal (UFMT), Universidade do Estado (Unemat), oficiais do 9º Batalhão de Engenharia de Construção (9ºBEC), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), DNIT, Secretaria de Trânsito e Pavimentação Urbana de Mato Grosso e outros órgãos e instituições. A Prefeitura de Cuiabá não pode permanecer espectadora do estrangulamento do trânsito. É seu dever responder pela solução desse problema antigo e que não causa surpresa ao município. Que a SMTU encontre alternativas de trajetos, que estabeleça trânsito em tal e qual sentido com horário determinado, que adote medidas que julgar necessárias, ainda que amargas, sob pena do cuiabano ficar tolhido até mesmo em seu constitucional direito de ir e vir. Algo tem que ser feito e com urgência. A única situação que não pode perdurar até a conclusão das previstas obras de mobilidade urbana é a atual, caracterizada pela precariedade da locomoção pelas ruas de Cuiabá. Cuiabá não pode permanecer de braços cruzados à espera das obras de mobilidade urbana