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Editoriais
Sábado, 06 de Setembro de 2014, 13h:36

Sete de Setembro

Dualidade é a melhor palavra para se definir o Brasil e esse título merece reflexão nesta data de Sete de Setembro em que o país celebra os 192 anos de sua Independência, que foi proclamada em São Paulo pelo príncipe do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, dom Pedro de Alcântara e Bragança, que se tornaria o primeiro governante da nova nação e passaria a ser o imperador dom Pedro I. Enquanto Estado livre e soberano reconhecido pela comunidade internacional o Brasil é a maior nação da América Latina tanto populacional quanto territorialmente. Seu manancial de água; seu ativo ambiental formado por florestas, cerrado, caatinga, manguezais e pantanal; suas imensuráveis reservas de minerais, muitos considerados nobres e estratégicos; sua produção e produtividade de grãos, fibras, frutas, cana-de-açúcar, biodiesel, álcool carburante, carnes, couros, lácteos e outros itens da cadeia do agronegócio; sua geração de energia de origem hidráulica e sua capacidade de gerá-la por outras fontes, como o sol e os ventos; os grandes campos petrolíferos; a consolidada indústria automobilística, naval, de química fina, de eletroeletrônicos; e a segurança climática que o mantém fora das áreas de riscos de terremotos, ciclones, vulcões, tsunamis e outros registros da mesma natureza, lhe conferem condição especial e nos permite antever um futuro promissor e lugar de destaque entre os países mais desenvolvidos. Por outro lado a crônica ausência do Estado Brasileiro nas áreas de saúde, segurança pública e na educação contrasta com o grande país federativo ora em festa cívica pela Independência. Para agravar ainda mais a condição de vida da população, além dos problemas acima citados ela ainda enfrenta a morosidade do Poder Judiciário; os conflitos da legislação; a burocracia estatal; o inchaço do funcionalismo público em todas as suas esferas; a corrupção arraigada nas entranhas dos poderes; o desvio do foco administrativo governamental da atividade-fim para a atividade-meio; a pressão ambiental internacional; e tantos outros problemas. A Independência do Brasil é inquestionável. Porém, o cidadão ainda não alcançou sua emancipação plena. Não é livre o indivíduo que busca um órgão do Estado e dele recebe aprovação para tal investimento, e em ato contínuo outro órgão do mesmo poder invalida a autorização concedida ou cria tamanho embaraço que a torna inviável. País com verdadeiras garantias jurídicas não se constrói com a estrutura pública igual à brasileira. A emancipação do cidadão nesta terra Independente somente será alcançada quando o eleitor fizer de seu voto a ferramenta das mudanças necessárias. Que em outubro Mato Grosso cumpra seu papel e eleja os melhores nomes para os cargos de deputado estadual a presidente. Somos um Estado preterido no sistema federativo, enfrentamos o grave problema do narcotráfico e a União tutela os principais setores da economia e estratégicos. É chegada a hora do Grito dos Mato-grossenses. Que em outubro Mato Grosso cumpra seu papel e eleja os melhores nomes

Edição EDIÇÃO 16967




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