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Editoriais
Segunda-feira, 07 de Fevereiro de 2011, 20h:56

Segurança Pública

O aglomerado urbano de Cuiabá carece de melhor Segurança Pública no seu cotidiano. Recorrentes crimes contra o patrimônio são praticados à luz do dia e na calada da noite, com bandidos usando métodos violentos. Homicídios, latrocínios, estupros e tráfico de droga tem espaço cativo nas manchetes dos jornais. A criminalidade acontece apesar das ações policiais calcadas no profissionalismo e no restrito respeito à lei. Sempre que ocorre crime que ganha maior repercussão a justificativa invariável apresentada pela Segurança Pública é o fato de Mato Grosso se localizar ao lado da Bolívia, que é um dos principais produtores mundiais de cocaína. Ou seja, a violência é sempre atrelada direta e indiretamente ao submundo das drogas. A população cuiabana e várzea-grandense se sente acuada e refém em suas casas enquanto bandidos perambulam livremente pelas ruas. Ao temor generalizado do cidadão se junta outro fator altamente preocupante: a sensação de que os policiais perdem a luta diária para os bandidos que infernizam as duas cidades. Um dos quesitos exigidos pela Fifa para a realização de jogos da Copa do Mundo de 2014 nas cidades brasileiras é a redução dos índices de violência a níveis ditos suportáveis, condição essa que Cuiabá ora não apresenta. A criminalidade descontrolada é fator impeditivo para a efetivação de sede do mundial. Esse fato é de domínio público. Melhorar a Segurança Pública do aglomerado urbano é uma das metas em busca da Copa do Pantanal - que é o nome escolhido para as disputas previstas para a Arena Pantanal ora em construção. Porém, independentemente desse que é o maior evento do futebol mundial, Cuiabá e Várzea Grande precisam virar a dolorosa página da insegurança coletiva ora reinante. Registros policiais revelam que quadrilhas invadem estabelecimentos e domicílios, arrombam caixas-eletrônicos, assaltam nas saídas de bancos, atacam quem usa joias ou carrega valores. Num cenário assim não existe segurança para o turista internacional, do mesmo modo que não há para os moradores locais. O Estado tem que desencadear ações para quebrar a espinha dorsal financeira que dá mobilidade ao crime. Precisa desarticular quadrilhas e prender seus integrantes. Deve se antecipar ao crime e não somente chegar ao local da violência após sua consumação. Tudo isso é imprescindível e não pode mais ser postergado. Investimento em Segurança Pública tem retorno demorado. Do ato da contratação de policial até sua entrada em serviço leva-se bom tempo e todo processo de compra de armas e equipamentos é demorado pela complexidade burocrática. A Segurança Pública de Mato Grosso tem que correr contra o tempo em defesa da vida, em nome da ordem social, da proteção patrimonial e também para adequar Cuiabá às exigências da Fifa no setor de segurança para a realização da Copa do Pantanal. Cuiabá e Várzea Grande precisam virar a dolorosa página da insegurança coletiva ora reinante

Edição EDIÇÃO 16962




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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