Editoriais
Sábado, 30 de Maio de 2009, 12h:50
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Prêmio à eficiência
A Fifa anuncia, oficialmente, neste domingo, as 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014. Serão escolhidas as capitais que apresentaram os projetos mais consistentes, tanto no aspecto político como técnico. É sabido que nenhuma das 17 cidades brasileiras que se candidataram inclusive, capitais de relevo nos cenários nacional e mundial, casos de São Paulo e Rio de Janeiro, para citar alguns exemplos marcantes reuniria, hoje, as condições necessárias para a realização do evento, considerando tudo aquilo que a Fifa exige. O conveniente, por assim dizer, é que o prazo entre o anúncio das escolhidas e da realização do evento oportunizará às futuras sedes a montagem de uma infraestrutura apropriada para receber as seleções que participarão da competição. Melhor ainda, sem que o calendário definido pela entidade seja comprometido. A Fifa costuma ser rígida e inflexível no cumprimento de sua agenda de disputas; ainda mais quando o evento tem a grandiosidade de uma Copa do Mundo. Se dependesse apenas do otimismo, os cuiabanos já poderiam festejar por antecipação a escolha da Capital Mato-grossense como subsede do Pantanal. Ao longo dos dias, a euforia tomou conta dos quatro cantos da cidade por extensão do Estado -, num misto de confiança e de certeza de que Cuiabá foi contemplada pela Fifa. A se confirmar essa grata realidade, hoje, durante o congresso da entidade em Nassau (Bahamas), quando nada, será a prova de que, ao se candidatar a uma das subsedes, a capital o fez com absoluto conhecimento de sua realidade estrutural e sua capacidade de se adequar às exigências. Independentemente do resultado, é forçoso, desde já, também se reconhecer que a consolidação da candidatura de Cuiabá e os efeitos extremamente positivos que disso resultou se devem à liderança do governador Blairo Maggi (PR). O republicano, que sempre se destacou pela ousadia administrativa, fez valer o seu prestígio, de tal forma que criou um diferencial para Cuiabá, deixando-a mais capacitada do que a rival, Campo Grande (MS). Escolhida como sede dos jogos, de imediato, Cuiabá poderá contabilizar os benefícios que advirão, sobretudo, em termos de investimentos. Ademais, o Estado, certamente, não encontrará empecilhos para firmar parcerias com a iniciativa privada e com a União. A previsão, por sinal, é de que seriam gastos R$ 5 bilhões, nos próximos cinco anos um investimento de vulto, que não apenas garantiria a realização dos jogos, mas uma acentuada melhoria na qualidade de vida da população cuiabana. Com Cuiabá na Copa, ganha também de Mato Grosso. Por tudo o que o Estado representa no contexto de Brasil e pelo empenho do Governo, não há como deixar de dizer que a decisão favorável da Fifa, neste que será o Dia D, não terá sido por mero acaso. Além de garantir os jogos, o investimento proporcionará melhoria na qualidade de vida da população cuiabana