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Editoriais
Sábado, 24 de Agosto de 2013, 13h:43

Perdendo ritmo

O nível de emprego registrou o pior julho dos últimos três anos, em Mato Grosso, ao encerrar o período com a criação de 4.396 novas vagas. Na comparação direta com o mesmo período do ano anterior, recorde para o mês na série histórica, a redução é de quase 25%. No ano passado foram ofertados 5.827 novos postos e em julho de 2011, 4.517. Dos cinco setores da atividade econômica no Estado que mais geram oportunidades de trabalho com carteira assinada, apenas uma, a indústria, apresentou desempenho acima do contabilizado em igual momento do ano passado. No país, o saldo líquido da geração de empregos no período foi o pior dos últimos dez anos, com a criação de 41,4 mil postos, resultado de 1.781.308 admissões e 1.739.845 demissões. Um desempenho pior só havia sido registrado em julho de 2003, com 37,2 mil. No mesmo mês do ano passado, o volume de empregos gerados foi 142,4 mil - mais de 100 mil a mais do que neste ano. Os dados fazem parte da avaliação do Nível de Emprego Formal Celetista, apresentado na última semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged). Conforme os dados sobre a performance do mercado celetista no Estado, o saldo atual é resultado da movimentação de 41.570 admissões ante 37.174 demissões, o que gerou, um saldo real de vagas de 4.396. Resultado inferior a esse foi registrado em julho de 2010, quando a criação de vagas somou apenas 2.916. Dos cinco principais segmentos da atividade econômica mato-grossense – indústria, construção civil, serviços, comércio e agropecuária – apenas a indústrias apresenta evolução sobre a geração de novas vagas de um ano para o outro, já em julho do ano passado terminou o mês com saldo de 1.365 e neste ano foi a 1.679. Todos os outros setores encolheram na oferta de vagas, sendo que comércio foi o único, no período a registrar resultado negativo, -62, ou seja, no mês de julho, mas demitiu do que contratou. O comércio e a construção civil registram o pior julho em três anos. A desaceleração da empregabilidade, como apontam muitos analistas e economistas, é o reflexo mais imediato de que a economia está perdendo ritmo. Assim como julho deste ano apresenta o pior desempenho desde 2010, o saldo acumulado de novas vagas de janeiro a julho deste ano também tem o menor contingente do período: 31.129, resultado entre as contratações e demissões no mesmo intervalo de comparação. Em 2012, os sete primeiros meses somaram 44.196 e em 2011, 42.115. Em 2010 o acumulado de janeiro a julho gerou 27.602 novas frentes de trabalho com carteira assinada. Mesmo em desaceleração, o nível de empregabilidade de Mato Grosso fechou julho como o maior do Centro-Oeste e o terceiro do ranking nacional. Conforme o Caged, o saldo de 4.396 foi suficiente para colocar o Estado em destaque, atrás apenas de Minas Gerais com saldo de 11.633 novas vagas e São Paulo com 8.474. A desaceleração da empregabilidade é o reflexo mais imediato de que a economia está perdendo ritmo

Edição EDIÇÃO 16967




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