O direito de informar voltou a prevalecer no entendimento do Poder Judiciário mato-grossense. E isso é uma ótima notícia. Pela segunda vez em uma semana, a Justiça Eleitoral de Cuiabá arquivou uma representação do Ministério Público Eleitoral contra o Diário por suposta propaganda eleitoral extemporânea. Para o promotor Alexandre Guedes, duas entrevistas feitas pelo jornal com os pré-candidatos a prefeito de Cuiabá, Francisco Vuolo (PR) e João Dorileo Leal (PMDB), consistiam em propaganda eleitoral extemporânea. Primeiro a ação relativa à entrevista com Vuolo foi rechaçada pela Justiça. Ontem veio a público o arquivamento da representação referente à entrevista com Dorileo. O entendimento da Justiça coaduna com o que pensa o Diário. Não pode ser considerada propaganda eleitoral uma série de entrevistas que, a bem do interesse público e da democracia, procura saber o que pensam aqueles homens que desejam assumir a cadeira principal do Palácio Alencastro. Trata-se de material estritamente jornalístico, pois não há, em nenhum momento, qualquer favorecimento a algum dos entrevistados. O Diário tem tradição em cobertura jornalística imparcial em qualquer período, seja ele eleitoral ou não. Faz parte do DNA deste veículo conceder espaço isonômico a todos os postulantes e partidos, sem distinção. Além de Vuolo e Dorileo, o Diário também entrevistou os pré-candidatos Lúdio Cabral (vereador pelo PT), Mauro Mendes (empresário filiado ao PSB), Chico Galindo (PTB e atual prefeito) e Guilherme Maluf (deputado estadual pelo PSDB). Fato que revela tratamento igual a todos. Além de abrir espaço aos candidatos e ao debate, o jornal reforça que estará atento enquanto ferramenta social democrática para que o pleito seja disputado com lisura. A cada edição e até a proclamação dos eleitos, o volume de material político aumentará na medida em que a campanha avançar, porque esta é a verdadeira regra democrática. Manter o cidadão informado a respeito da eleição que o espera é, mais do que um direito garantido pela democracia, um dever de um veículo que se deseja essencial ao seu leitor. A sociedade, portanto, não deve abrir mão de seu direito. E o Diário, de sua parte, mantém o firme propósito de cumprir com o seu dever. O Diário tem tradição na cobertura jornalística imparcial em qualquer período