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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013, 20h:18

Novo comandante

Prática administrativa corriqueira e necessária, a troca de comando em todas as organizações militares e policiais militares é vista com naturalidade pelo “público interno” das corporações e a população. Ontem, como parte da tradição da troca de comandantes, o governador Silval Barbosa (PMDB) empossou no cargo de comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso o coronel Nerci Adriano Denardi em substituição ao oficial da mesma patente, Osmar Lino Farias, que exerceu o cargo ao longo de dois anos e dez meses. Embora a troca de comando esteja incorporada à caserna e, em razão disso, não ganhe destaque nos meios de comunicação, a de agora na cúpula da Polícia Militar merece atenção, porque o novo comandante – pela escassez do tempo – deverá responder pela segurança ostensiva em Cuiabá e Várzea Grande antes, durante e imediatamente depois dos jogos da Copa do Mundo de 2014, aqui chamada de Copa do Pantanal. Mato Grosso tem pela frente um grande desafio junto à comunidade internacional, qual seja garantir segurança aos torcedores, jornalistas que cobrirão a Copa do Pantanal, autoridades presentes, aos integrantes das seleções, ao pessoal da arbitragem e aos membros da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Fifa – a entidade promotora do evento. Caberá ao coronel Denardi executar o plano de segurança que será elaborado pelas Forças Armadas juntamente com a Polícia Federal, mas que terá participação muito destacada da Polícia Militar. A população torce para que a Polícia Militar cumpra bem seu papel na Copa do Pantanal de 2014. Mas, esse não é o maior nem o único desejo do povo mato-grossense, que acima de tudo deseja uma segurança mais eficiente e que não tenha desempenho sazonalizado, mas sim, permanente em Cuiabá, Várzea Grande e nos 139 municípios fora do aglomerado urbano da Capital. O novo comandante terá que superar obstáculos, inovar e apresentar resultados. A ele não serão oferecidos recursos além daqueles já disponíveis à corporação. Portanto, terá que exercer um comando pautado por metas claras e exequíveis, mas sem que isso signifique sacrifício de seus comandados. O efetivo da Polícia Militar é defasado e não vai além de 6.500 oficiais e praças. Esse contingente é diluído em escalas e se torna ainda mais reduzido pelas férias e licenças médicas concedidas aos PMs. Em alguns municípios a presença policial militar é simbólica. Somem-se a isso a questão geográfica que deixa Mato Grosso com uma fronteira de quase mil quilômetros com um dos maiores produtores mundiais de cocaína, a Bolívia. O reduzido efetivo policial e a criminalidade resultante do avanço das drogas oriundas da Bolívia e vendidas no varejo pelo tráfico formiguinha criam um cenário que exige forte presença ostensiva nas ruas. Que o coronel Denardi encontre o meio para cobrir os pés sem deixar a cabeça a descoberto. O novo comandante terá que superar obstáculos, inovar e apresentar resultados

Edição EDIÇÃO 16967




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