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Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

Editoriais
Terça-feira, 08 de Janeiro de 2013, 21h:01

Hora de agir

Mato Grosso está às vésperas de ganhar um dos estádios de futebol mais modernos do mundo: o novo José Fragelli, que atenderá pelo nome de Arena Multiuso Pantanal, no bairro Verdão, em Cuiabá, onde serão realizados os jogos da Copa do Pantanal de 2014. A importante conquista do novo estádio, no entanto não é acompanhada pelo avanço do futebol profissional, que em Mato Grosso não é o esporte mais assistido ao vivo, uma vez que os rodeios em touros e cavalos predominam entre a população, sobretudo nos municípios foram do aglomerado urbano. Futebol tem forte apelo popular, mas nem por isso deixa de ser atividade empresarial. A exceção dos estados onde não há grandes clubes, esse esporte movimenta cifras elevadas tanto em bilheterias quanto na compra ou venda de jogadores. Em Mato Grosso alguns fatores dificultam o fortalecimento do futebol profissional. A dimensão continental do Estado obriga equipes a percorrem centenas de quilômetros em ônibus para a realização de jogos do Campeonato Estadual, o que aumenta o custeio dos clubes. A limitação técnica dos times não motiva torcedores acostumados a assistirem jogos de grandes equipes a comparecerem aos estádios. Com pouca perspectiva de retorno publicitário, empresários não se sentem motivados ao patrocínio. Em Cuiabá, a situação dos clubes não é confortável. Em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis o empresariado do agronegócio investe no futebol, mas ainda assim bem longe do ideal. O governo de Mato Grosso conhece essa realidade e inclusive apoia o Campeonato Estadual com a devida aquiescência da Assembleia Legislativa. No entanto, essa prática que ronda ao paternalismo modesto não pode persistir. Ao invés de “ajuda” o Palácio Paiaguás precisa criar política direcionada ao futebol profissional. Até então, a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (SEEL) faz o chamado dever de casa tanto na esfera do amadorismo quanto do profissionalismo. O esporte amador recebe o básico, como acontece Brasil afora e esse atendimento é reforçado por ações das prefeituras municipais. Mas, desde 2009 quando começou o projeto Copa do Pantanal, Mato Grosso convive com a dualidade do avanço na infraestrutura física da futura Arena Pantanal sem que os clubes se preparem para o novo modelo esportivo que a população espera que surja a partir de 2014. Sem tentar reinventar a roda, o novo secretário de Esportes e Lazer, Ananias Filho, precisa criar política para o futebol profissional e, para tanto, terá que buscar apoio institucional e junto ao empresariado. Para que essa proposta se viabilize será imprescindível estabelecer relação de confiança entre o grupo formado por desportivas, torcidas organizadas e atletas com a SEEL e vice-versa. A ação de Ananias Filho precisa de urgência. Mato Grosso está na encruzilhada. Um dos caminhos aponta para o elefante branco. O outro para o futebol que todos querem. Em Mato Grosso alguns fatores dificultam o fortalecimento do futebol profissional

Edição EDIÇÃO 16962




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