Editoriais
Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013, 20h:32
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Fundação MT e alimentos
Mato Grosso conquistou o topo da produção agrícola nacional graças a uma série de fatores e, dentre eles, a criação da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), em Rondonópolis, em dezembro de 1993. A topografia levemente ondulada permite a semeadura, trato e colheita mecanizados. A luminosidade é fator preponderante nesta terra de estações climáticas bem definidas e onde não falta água de chuva na hora certa, no ponto necessário. É visível a capacidade gerencial do produtor rural, dedicado ao trabalho e sempre buscando a evolução. A logística de transporte melhora a cada safra e aos poucos se vê a expansão da malha ferroviária. A localização estratégica das usinas de calcário próximas ao cultivo reduz o custo do frete desse insumo mineral vital. Tudo isso somou na transformação de Mato Grosso em polo de produção de proteínas vegetal e animal. Porém, o quê da guinada que retirou a economia mato-grossense das roças de toco e a faz referência mundial em produção, produtividade e qualidade foi a Fundação MT. Líderes do setor do agronegócio se revezam na direção da Fundação MT. Com sua visão arrojada esses homens consolidaram as bases dessa entidade voltada para a pesquisa agronômica. Técnicos, e dentre eles o agrônomo e pesquisador Dario Minoru Hiromoto - de saudosa memória - lançaram novos cultivares, melhoraram espécies existentes, fizeram cruzamentos e, enfim, revolucionaram a agricultura no cerrado e na mata de transição. Desde a criação da Fundação MT a antes dela também o setor produtivo enfrenta adversidades decorrentes de crises no mercado internacional e pelo crônico descompasso da política agrícola (melhor seria falta dela) nacional, que muda de acordo com o humor da equipe econômica do Palácio do Planalto. Porém, nenhum dos descompassos impediu que o produtor rural deixasse de cumprir seus compromissos com a manutenção dessa entidade. Cumprindo sua recheada agenda anual de compromissos, a Fundação MT inicia na próxima terça-feira, 15, o calendário dos Dias de Campo 2013. Esse evento se estenderá a 16 de fevereiro e será realizado nos polos regionais do agronegócio de Sapezal, Campo Novo do Parecis, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Verde, Primavera do Leste, Rondonópolis, Querência e Canarana. A pauta dos dias de campo da Fundação MT neste ano inclui palestras, tira-dúvidas e debates sobre cultivares de soja, fertilidade, milho, nematóides, mercados e projetos de pesquisas. O grupo de palestrantes será formado por técnicos da instituição e convidados que pertencem a empresas de consultorias da área e universidades. O produtor rural deve assistir ao dia de campo mais próximo de sua propriedade. Os ensinamentos que ele transmite e a troca de experiências que proporciona são importantes para que Mato Grosso cada vez ocupe maior fatia de responsabilidade no âmbito da política mundial de segurança alimentar. O produtor rural deve assistir ao dia de campo mais próximo de sua propriedade