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Editoriais
Quinta-feira, 09 de Junho de 2011, 19h:40

Fronteira e drogas

Plano Estratégico de Fronteiras. Este é o nome da ação de combate ao narcotráfico e ao contrabando de armas ao longo de 16,8 mil quilômetros da fronteira brasileira do Rio Grande do Sul ao Amapá. Trata-se de uma operação militar e policial integrada com os estados da faixa de fronteira e que em Mato Grosso mobilizará 8.250 efetivos na faixa fronteiriça com a Bolívia em Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro e nos municípios que mesmo afastados da linha que separa o Brasil do território boliviano integram a área de segurança nacional, com 150 km de largura. O Plano será coordenado pelos ministérios de Defesa e Justiça e, mesmo estipulado para cobrir toda a área de fronteira terá 34 pontos de atuação especial, porque os mesmos são considerados nevrálgicos pelo vaivém do narcotráfico. Mato Grosso participa permanentemente do combate ao crime transnacional na região de abrangência do Plano, onde atua o Grupo Especial de Fronteira (Geron), que é uma força especialmente treinada para executar operações de alto risco e para localização de drogas. Parte da receita que assegura o funcionamento do Gefron é oriunda de convênio com o Ministério da Justiça e o mesmo conta com apoio logístico do 2º Batalhão de Fronteira em Cáceres e da Delegacia da Polícia Federal daquela cidade. Portanto, Mato Grosso conhece bem a fronteira e está preparado para participar de todas as ações naquela região. A iniciativa partiu da presidente Dilma Rousseff, o início de suas ações será em breve e o montante para sua execução não foi revelado. A reação da classe política em relação ao Plano foi a melhor possível, pois é de domínio público que a violência em Cuiabá e Várzea Grande está diretamente associada ao tráfico de drogas. Mesmo assim, é preciso observar alguns aspectos da fronteira e espera-se que as autoridades tomem conhecimento dos mesmos em nome do aperfeiçoamento das operações naquela região. Não adianta apenas o emprego de milhares de militares e policiais no combate ao narcotráfico, que é inimigo sem trincheira e age na penumbra, bem aos moldes da guerrilha. Inteligência e resposta aérea imediata são as duas principais armas contra os barões do pó. Comprovadamente o Gefron tem boa atuação e as operações integradas das polícias Federal e Rodoviária Federal apreendem razoável quantidade de drogas. Para reduzir os crimes transnacionais a índices ditos suportáveis será preciso construir uma base aérea em Cáceres e investir na estrutura de inteligência na região. Oito mil efetivos não conseguem blindar a extensa fronteira com a Bolívia. Porém, se a Força Aérea Brasileira entrar em operação naquela área, com a intensidade necessária e para tanto se utilizar de seus radares tridimensionais em Porto Esperidião e Vilhena (vizinha de Comodoro) o narcotráfico sofrerá grande golpe. Fora disso, por maior que seja a movimentação em solo o Estado continuará tentando enxugar gelo. Não adianta apenas o emprego de milhares de militares e policiais no combate ao narcotráfico

Edição EDIÇÃO 16968




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