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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

Editoriais
Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010, 20h:41

Fonte de inspiração

No final de semana uma corrente nacional em todos os quadrantes do Brasil torceu pelo sucesso da maior operação militar e policial contra o tráfico de drogas no país, que foi desencadeada no Rio de Janeiro contra criminosos que exerciam controle territorial em favelas. Bem coordenada e executada dentro das normas legais, a operação conseguiu, dentre outros feitos operacionais, desalojar a facção criminosa que dominava o Complexo do Alemão, sem que houvesse o chamado banho de sangue, muito embora em diversas situações os militares e policiais tivessem sob mira bandidos armados com fuzis. O que acontecerá ao Grande Rio e a cidade do Rio de Janeiro somente o tempo dirá. Esse tipo de resposta é praticamente impossível de ser dada com precisão porque o crime organizado é poderoso, frio, implacável e tem ambição desenfreada, mas seguramente nesse momento o bandido que conseguiu fugir ao cerco das forças do estado está fragilizado, menos armado, sem referência habitacional, sem dinheiro e acuado pela operação que ainda continua. Portanto, a operação no Rio vai além de devolver aos moradores áreas dominadas pelo crime organizado, prender marginais procurados e condenados, porque também quebrou a estrutura operacional de boa parte da bandidagem que agia naquela cidade. A operação no Rio deve inspirar os governos estaduais e autoridades federais para que se repita em outras regiões observando suas particularidades. O momento é o mais apropriado para uma enérgica ação contra os cartéis do Polígono da Maconha no Rio São Francisco, no Nordeste; contra as quadrilhas de roubo de carro em São Paulo, para mandá-los ao Paraguai onde são trocados por drogas; contra as máfias do descaminho no centro comercial da Capital paulista; e tantas outras, dentre as quais uma para combater o assustador índice de homicídios em Cuiabá e Várzea Grande, e as gangues que desafiam a lei e as autoridades nestas duas cidades. O aglomerado urbano de Cuiabá registra mais de 300 homicídios anualmente, com a maior parte dessa violência decorrente de briga entre grupos rivais do tráfico e de outros motivos relacionados ao submundo das drogas. A esses crimes se juntam outros, de roubos, assaltos e seqüestros-relâmpagos, também associados às drogas. A polícia não consegue tirar de circulação os criminosos que promovem essa violência. Somente uma operação nos moldes da desencadeada no Rio, guardada as devidas proporções, seria capaz de prender de uma só vez praticamente todos os criminosos que deixam Cuiabá e Várzea Grande em polvorosa. Que a Segurança Pública reflita sobre a possibilidade de levar adiante em Cuiabá e Várzea Grande uma operação que as liberte da violência que mantém suas populações reféns do medo. Se houver uma ação coordenada e solidária das policiais estaduais com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e apoio logístico da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, seguramente venceremos a batalha decisiva contra o crime. A polícia não consegue tirar de circulação os criminosos que promovem essa violência

Edição EDIÇÃO 16967




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Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
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Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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