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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

Editoriais
Sábado, 31 de Maio de 2014, 19h:23

Exército e Copa

Segurança melhor, impossível! O Brasil montou uma estrutura militar e policial para a Copa do Mundo em Cuiabá, que criam uma situação de blindagem total – ou bem perto disso – àquele evento contra possíveis atos terroristas e de ações do crime quer seja organizado ou não. Militares do Exército com emprego inclusive de modernos helicópteros, agentes da Polícia Federal, efetivos da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros assumem posições estratégicas em Cuiabá e Várzea Grande enquanto grupos de investigação à paisana se espalham pelas duas cidades. As medidas adotadas pelos governos federal e estadual para a Copa do Mundo são louváveis e demonstram o empenho do país na área de segurança para a tranquilidade e o sucesso do Mundial. Esse mesmo tipo de ação se repete em todas as nações que recebem o grande evento da Fifa, Olimpíadas e outras competições. Nada contra o planejamento e a operacionalização da maior operação militar e policial na área de Cuiabá e Várzea Grande, pois o procedimento na tentativa de zerar o risco de ações violentas e até mesmo de pequenos furtos durante os jogos merece o reconhecimento das autoridades e da população mato-grossense. No entanto, o reconhecimento ao trabalho militar e policial durante a Copa do Mundo não pode ser o único posicionamento popular. O cidadão deve exigir que o mesmo modelo de blindagem para o Mundial se transforme em política pública de segurança nesta terra ameaçada pela força dos barões das drogas, que a cada dia ocupam mais e mais fatias em todas as áreas sociais, econômicas, sindicais, políticas e institucionais, a ponto de estarmos próximos do estabelecimento de um estado paralelo em Mato Grosso. O Exército de resposta operacional imediata, vigilante, intimidador do crime organizado, disciplinado, profissionalizado e que atua calcado no princípio da defesa da Pátria é a mesma instituição ausente em Mato Grosso nos momentos mais violentos contra sua gente. Quando grupos armados invadem e rendem as populações de pequenas cidades para promover assaltos a bancos, o Exército nos falta. Quando o narcotráfico cruza impune nos dois sentidos a fronteia com a Bolívia a nossa Força Terrestre nos falta. Quando se debruça sobre o mapa de Mato Grosso e se vê que os aquartelamentos militares ficam restritos a Cuiabá, Cáceres e Rondonópolis é que se entende o avanço da criminalidade na terra de Rondon. Exército hoje não é somente força de combate convencional nos países desprovidos de armas nucleares. Com as transformações ocorridas nas últimas décadas os militares também ganharam a incumbência do enfrentamento ao terrorismo e aos crimes transnacionais. Os generais conhecem essa realidade e seus efetivos são empregados no combate a traficantes cariocas. Que haja sucesso operacional na segurança do Mundial, mas que ao invés de desmobilizar seus homens após o evento o Exército os reforce e os mande para a fronteira, onde há vácuo de Estado. As medidas adotadas pelos governo federal e estadual para a Copa do Mundo são louváveis

Edição EDIÇÃO 16966




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Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
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