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Editoriais
Sábado, 12 de Abril de 2008, 14h:52

Emprego e qualificação

Especialistas em economia costumam defender a tese de que a criação de empregos na área da construção civil é barata. E que o setor pode ser de grande auxílio no processo de descentralização do desenvolvimento, assim como na redução da desigualdade econômica. Com efeito, as obras em áreas estratégicas têm importância social, na medida em que, além de absorverem a mão-de-obra ociosa, contribuem para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Os exemplos são as obras do setor público, como saneamento e habitação. Mato Grosso dá uma contribuição significativa para este quadro extremamente positivo no contexto da economia nacional. Com efeito, reportagem deste Diário, na semana passada, revelou que o segmento da construção civil no Centro-Oeste registrou, nos dois primeiros meses de 2008, um grande crescimento na geração de empregos formais. Enquanto o Brasil inteiro registrou uma alta de 4,1%, a região teve uma média 6,6%, e Mato Grosso teve o segundo maior desempenho, atrás do Mato Grosso do Sul. No acumulado de janeiro e fevereiro, o Centro-Oeste contabilizou um incremento bem acima da média nacional. Conforme a reportagem, considerando os números divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP), juntamente com a FGV Projetos, no Centro-Oeste, foram 8,9 mil contratações de trabalhadores formais, dos quais o Mato Grosso do Sul foi responsável por 12%, seguido por Mato Grosso (+7,6%), Goiás (+6,2%) e Distrito Federal (+4,4%). O Sinduscon/MT, de seu lado, leva em consideração o primeiro bimestre de 2008, comparado ao mesmo período de 2007, e conclui que a construção civil em Mato Grosso apresentou variação positiva de 536,6% no número de contratações. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, entre janeiro e fevereiro deste ano, foram criados 5.338 postos de trabalho, contra 3.125 nos dois primeiros meses de 2007. O saldo positivo no número de contratações nesse período passou de 232, no ano passado, para 1.477 em 2008. Essa estatística positiva não deixa de ser das mais alentadoras, considerando que o crescimento da oferta de emprego está “apenas no começo”. Afinal, há muitas obras previstas no setor da construção civil em Mato Grosso, entre elas as do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que contemplarão Cuiabá e alguns dos principais pólos de desenvolvimento do Estado. Com base nesses números, as entidades ligadas ao setor devem se dar conta de que não basta apenas comemorar. É preciso investir, por exemplo, na qualificação da mão-de-obra. Capacitar os trabalhadores é fundamental, até porque os avanços tecnológicos, há tempos, também chegaram e aportaram na área da construção civil. O mercado, pois, está cada vez mais exigente. “Qualificar a mão-de-obra na área de construção civil é dever das empresas”

Edição EDIÇÃO 16967




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